sábado, 31 de julho de 2010

Complexo demais para ser entendido.


Todo esse tempo longe serviu para eu aprender a ver certas coisas com mais clareza. Me fez parar e ver onde estou, pensar onde eu quero chegar.
E eu nunca estive tão segura, tão certa do que eu quero, tão feliz por ser quem eu sou.
Enfim me escontrei, e mesmo não estando no meu lugar,pelo menos sei onde é o meu lugar. E é só questão de tempo para eu chegar onde quero.
Ainda não acredito muito em tudo o que aconteceu comigo nos últimos dias, sei lá, não caiu a ficha. Só sei que foi bom, muito bom.


m.

terça-feira, 20 de julho de 2010

00:00


A verdade é que a gente nunca percebe a falta que uma pessoa faz até que essa pessoa se vá.
A ausência dói, e dói mais do que qualquer outra coisa, é um vazio que nada nem ninguém nunca poderá preencher.
A ausência não é nada mais do que a presença viva da pessoa, seja em músicas, textos, cheiros ou qualquer outro vestígio que diga que não, não se foi.
E onde está você agora para decifrar meus confusos rabiscos?
Talvez, daqui uns dias tudo volte ao normal, talvez você volte. Afinal, já voltou tantas vezes... Mesmo após ter dito não haver mais volta.
Talvez com o passar das semanas tudo se resolva e dentro de mim carrego apenas a certeza de que tudo o que é verdadeiramente nosso nunca se vai para sempre.

m.

domingo, 11 de julho de 2010

Domingo, chuva, frio e saudade.


Algo aqui dentro congelou com a tua partida. Não sei se foi o meu coração, ou se foi a minha inspiração.
As palavras aqui escritas não são mais as mesmas, o ar que eu respiro não é mais o mesmo, a chuva que cai lá fora não é mais a mesma.
O frio está aqui, o vento gelado me lembra a palavra saudade, algo que eu sinto com tanta frequência há quase vinte dias.
Me sinto só, isso não é novidade. E a minha carência costuma piorar nos dias chuvosos.
Mas eis que algo
imprevisto aconteceu. O céu se limpou, a chuva se foi. Tudo se foi.
Não, nem tudo se foi, a saudade continua aqui firme e forte. E daqui ela não vai sair tão cedo.

m.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

This isn't my place.


Sempre tive uma convicção profunda de que esse não é o meu lugar. Agora mais do que nunca isso aparece em meus pensamentos todas as vezes que fecho os olhos.
Nos meus sonhos é tudo tão confuso, é tudo tão estranho...
Talvez tudo isso não seja mais do que um de meus pesadelos, que acabam logo quando chega a manhã.
Talvez seja apenas uma fase da minha vida, uma fase muito complicada, um momento de transição pelo qual todos passam.
No entanto, por mais que esteja sendo difícil para mim todos os dias acordar e não ver graça em nada nessa cidade, eu sei que vai passar, tem que passar.
Mas enquanto não passa, continuo a procurar o meu lugar no mundo.

m.

sábado, 3 de julho de 2010

Again and again.


São todas essas lembranças que me fazem ver claramente, cada vez mais, que você continua aqui. E não vai sair.
São essas lembranças que me fazem reviver o mais conturbado passado.

Isso me assombra, isso me perturba.
Sumiu? Não. Ao dobrar a esquina deparo-me com o seu sorriso, é tão fácil me perder, é tão fácil me entregar...
Então eu começo a escrever compulsivamente como se tudo fosse acabar, aqui e agora. Como se tudo fosse se perder no mais infinito paradoxo entre o passado, presente e futuro.
É essa desventura que me leva a escrever. É isso que me inspira.
Mas sempre quando chega ao fim, releio tudo, e o que vejo muitas vezes não me agrada.
Então eu apago e recomeço. É como andar em círculos.

É como a reprise de um filme da sessão da tarde.

O mesmo começo, o mesmo meio, o mesmo fim.


m.