sábado, 3 de julho de 2010

Again and again.


São todas essas lembranças que me fazem ver claramente, cada vez mais, que você continua aqui. E não vai sair.
São essas lembranças que me fazem reviver o mais conturbado passado.

Isso me assombra, isso me perturba.
Sumiu? Não. Ao dobrar a esquina deparo-me com o seu sorriso, é tão fácil me perder, é tão fácil me entregar...
Então eu começo a escrever compulsivamente como se tudo fosse acabar, aqui e agora. Como se tudo fosse se perder no mais infinito paradoxo entre o passado, presente e futuro.
É essa desventura que me leva a escrever. É isso que me inspira.
Mas sempre quando chega ao fim, releio tudo, e o que vejo muitas vezes não me agrada.
Então eu apago e recomeço. É como andar em círculos.

É como a reprise de um filme da sessão da tarde.

O mesmo começo, o mesmo meio, o mesmo fim.


m.

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