segunda-feira, 27 de setembro de 2010

With every heartbeat.


Blog completando um ano hoje, como o tempo passou rápido.
Na verdade não é o tempo que passa rápido, sou eu que estou cada vez mais atarefada em fazer nada, em ficar presa dentro dessa imensidão assustadora que há dentro de mim, e assim não percebo o tempo passar.
Dizem que quanto mais velho tu fica, mais o tempo passa rápido. Pelo visto estou ficando velha, porque eu não vi esse ano passar, as mudanças aconteceram sem eu perceber, a vida caminhou pra lugares distintos e longínquos, os sentimentos continuam os mesmos, mas com uma pequena diferença.
Acredito que antes, eu demonstrava mais do que sentia, hoje eu sinto com mais intensidade do que demonstro, acho que meus sentimentos se tornaram complexos demais para serem explicados, entendidos ou até mesmo quantificados.

Tudo mudou tanto, mas ao mesmo tempo ainda sou exatamente a mesma de um ano atrás. A mesma pele grossa ainda priva maior parte do mundo de saber como realmente eu sou,
Ás vezes acho que eu sei todas as respostas, e em outras acho que eu não sei absolutamente nada.

Quem eu sou? Quem eu quero ser? Eu não sei...
Mas uma certeza eu tenho, um dia eu encontro essas respostas.

m.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Just Words


Incrível o poder que certas palavras exercem sobre nós. Algumas nos faz rir, outras a gente não dá muita importância, outras nos surpreendem de tal forma que custa a acreditar que aquilo é verdade.
Há também, as palavras que nos causam dor, que nos deixam mal. É como se fossem punhais entrando pelos ouvidos, ou talvez doa mais que isso.

Acredite quando alguém lhe disser que as palavras têm poder. Elas têm sim, e muito. Talvez você não queira acreditar nisso, mas muitas vezes as palavras dizem mais do que as ações, e as ações acabam se tornando apenas consequência do que já foi dito.
E eu acho que em mim funciona assim, dizem que eu escrevo demais, e que faço pouco.
Não ligo, na escrita as palavras são bem mais bonitas. Até mesmo os meus confusos pensamentos se tornam belos, e isso em minha opinião, não é uma coisa ruim. Muito pelo contrário, é só com essas palavras que eu posso ser eu mesma.
Então deixe-me no meu mundo onde as palavras são tudo o que realmente importa. Sem críticas, sem medos, sem arrependimentos.

m.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Love? No. Not for me


Hoje chove e faz frio, é a semana em que o inverno se despede.
E a minha estação favorita não poderia ter achado uma maneira melhor de se despedir.
Sinto a liberdade em cada vez que respiro e encho meus pulmões desse ar úmido e gelado, e esse ar de liberdade é tão bom. Me parece tão vital. Cada vez mais, tenho certeza que é isso que eu estava procurando.

Não era um alguém que eu queria durante todo esse tempo, era algo mais, era esse gosto de poder fazer tudo o que eu quiser sem ter que dar satisfações á ninguém.

É, estou bem hoje, já não me importa esse tédio absoluto que me cerca, não me importa a falta de acontecimentos em minha vida e não me importa a minha não safisfação com tudo isso. Até porque acho que nem é tão ruim assim, é que eu invento a maioria dos problemas pra ocupar a minha cabeça, pra ocupar o meu tempo ou até mesmo o meu coração.

Vazio.


m.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Neuras do subconsciente.

Existe um breu, um vazio, uma placa, um imenso buraco negro e fundo impedindo com que os pensamentos aconteçam. Porque é tão difícil, fazer com que toda essa escuridão, se transforme nas ideias mais criativas?
Eu realmente não sei como, não sei o que escrever, não sei o que fazer para derrubar o muro da insegurança que não deixa os pensamentos surgirem.
Todos os dias, nada mais que um sol a brilhar, e uma monótona e continua rotina, de coisas, que nada me satisfaz, apenas são automáticas, e necessárias, e ao mesmo tempo não importam, pois para nada servem apenas estão lá sendo feitas.
Tudo isso, me faz ficar cada vez mais presa, por esse muro chamado insegurança, talvez porque tudo dentro de mim, seja difícil de ser compreendido. E desvendar esses profundos pensamentos dói. Ás vezes mais do que eu posso aguentar.
Os muros da incerteza, são chamados de neura do subconsciente, estão lá mesmo você não querendo, só para confundir, e acabar com tudo o que aconteceu de bom, e não há como acabar são as piores coisas que existe, nada é mais horrendo, do que essas vozes dizendo algo que você fez errado, se repetindo milhares de vezes na sua mente.
E essas vozes logo se transformam em gritos, e acabam fazendo com que eu fique surda, fazendo com que eu fique cada vez mais perdida nesse breu, nesse vazio, nessa placa chamada vida.
Talvez a única solução para isso acabar seja a morte, não existem caminhos alternativos, só existem dois: o sofrimento ou o fim. Eu sei, nenhum dos dois é bom, pois eles se igualam, mas ainda sim prefiro o sofrimento, prefiro a desilusão, prefiro a dor, afinal é tudo isso que ainda me mantém viva.

M. Benatti & M. Carvalho.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Wake me up when September ends.


Não gosto do mês de Setembro, não sei porque. Ta, talvez tenha um porque.
Parece que Setembro é uma dose pura e concentrada de todas as coisas que eu odeio.
É porque nunca acontece nada bom comigo nesse mês. Sinto uma energia ruim ou algo parecido. Pode parecer besteira minha, mas eu me sinto assim, e eu perco mais ainda a minha inspiração, pode fazer frio ou pode chover até o mundo se acabar em água que eu não consigo escrever algo que preste, essas palavras escritas aqui não são nada mais que as linhas de uma folha rasurada, escritas durante uma entediante aula.
Eu reclamo muito de tudo, de todos, e todo o tempo, coisa que me faz parecer uma velha. É estranho um mês ter tanta influência assim sobre uma pessoa. Eu fico surda com todos esses gritos que existem dentro de mim, e não há ninguém aqui que possa ouvi-los. Então eu coloco a minha máscara e finjo estar tudo bem, faço parecer que tudo saiu conforme o planejado, quando na verdade a minha vontade é de ir pra bem longe daqui.
Oito dias se passaram, agora só restam vinte e dois, talvez passe rápido. Ou não.

m.