quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

I have survived all this madness.


Sobrevivi aos meus 16 anos, e como passou rápido. A cada ano parece mais rápido, quanto mais você envelhece mais o tempo te atropela. Todos dizem isso.
E o que eu fiz nesse ano? Tenho certeza que muito do que eu planejei lá em Janeiro, não se concretizou. Mas ás vezes a vida toma um rumo engraçado e muda tudo, então você é obrigado a se desprender das velhas promessas.
Não estou mais no alto do meu sexto andar, eu já não vejo a cidade de cima, nem olho as estrelas antes de dormir da minha sacada. Não passo horas observando a chuva, e os guarda-chuvas coloridos das pessoas passeando pela rua, não tiro fotos do céu em todo pôr-do-sol, não durmo com a janela aberta, não sinto a calma de olhar a cidade em plena madrugada, vazia e solitária.
Quantas pessoas entraram na minha vida, quantas saíram. Concluí o Ensino Médio. Muitos relacionamentos desastrosos. Mudança de casa. Uma gata de estimação (e olha que eu nunca pensei que eu me apegaria tanto a um gato). Não passei na UFPR. Uma futura mudança de cidade ano que vem, e que ainda estou passando por um momento de adaptação.
Não sei até que ponto tudo isso pode ser bom ou ruim, mas sei que tudo tem valido muito a pena. Isso não significa que está sendo fácil. Ouso dizer até que esse ano achei força de onde eu não imaginava, dentro de mim mesma.


E eu realmente percebi que a minha fragilidade é apenas um disfarce que eu uso a meu favor.

m.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Live for today, hope for tomorrow


Com toda essa bobagem de horas iguais, o 00:00 que sempre foi minha hora preferida, se tornou um tanto clichê.
E porque eu gosto tanto de 00:00? Pois bem, tenho uma teoria bem louca sobre isso. Acho que 00:00 é o recomeço de tudo. É quando começa um novo dia e você tem a chance de fazer tudo diferente, é como se a vida te desse um presente toda vez que é 00:00. Não é como na história da Cinderela que o encanto acaba a meia-noite, para mim o encanto começa a meia-noite. E o encanto não tem hora para acabar, não tem hora para acontecer. Basta você perceber isso e fazer durar.
"Make a wish" qual é o sentido dessa frase para vocês que a pronunciam tanto quando vêem 00:00? Qual o porque de relacionarem o 00:00 ao "make a wish" ?
Pois bem, para mim, é porque eu sei que tenho o poder de realizar meus desejos, e se não foi hoje que seja amanhã.
O 00:00 está ai pra me mostrar isso, afinal não posso mais fazer nada pelo dia que se foi, mas posso fazer amanhã.
No final, não é a hora que faz você realizar um desejo, mas ela está apenas te dizendo que você pode e deve realizá-lo.


Só não espere pelo 00:00 do mês que vem.


m.

sábado, 26 de novembro de 2011

Control.


A sensação de não conseguir respirar mesmo que inspirando pra dentro de meus pulmões todo o ar que contem neste quarto. E quando sinto o ar penetrando em meus alvéolos, dói. Então eu expiro tudo, ou tento. Mas parte sempre fica aqui.
Quero o ar da liberdade, e sinto que isso se aproxima. Quero respirar todo esse ar fresco, mesmo que seja muito para mim. Não é apenas um querer, é uma necessidade.

Não me questione, não queira entender qualquer atitude minha. Não nasci pra ser compreendida, quem me conhece sabe. Mas esteja ao meu lado, apenas. Preciso de companhia, pois me sinto sozinha apesar de tudo.

De que vale a liberdade sem alguém pra ocupar o ócio que ela causa? Paradoxo, eu sei.
Eu sou assim, um querer e um desquerer. Liberdade assistida por alguém, que indiretamente eu deixo me controlar (sem que o tal alguém perceba que está me controlando, é claro). Tão independente de tudo, mas no fundo dependente.

Só quero que me desvende, me descubra e saiba tudo sobre mim.


m.

domingo, 6 de novembro de 2011

The game is you.


Pessoas almejam algo, correm atrás, conseguem e depois descartam. É o ciclo, é a vida. O que é fácil, é passageiro, até mesmo o que é difícil, quando conseguido se torna inútil. Bom mesmo é o impossível, é isso o que todos querem. Maldita mania humana de querer o que não se pode obter, maldita mania de querer mais do que se tem. Sempre mais e mais.
E de que vale toda a luta se no final você vai jogar fora? De que vale tanto esforço para nada? As pessoas não fazem sentido, é por isso que estou tão perdida.
Quero me desligar de tudo, sumir pra qualquer lugar e observar tudo passando lentamente e dolorosamente. Seria legal fazer o papel de telespectadora da minha própria vida, provavelmente os erros seriam mais visíveis. Quem comete os erros nunca os vê, é preciso estar por fora para percebê-los.
Porém, eu sou a protagonista dessa grande peça teatral, o palco já está montado, logo as cortinas se abrirão e precisarei começar a atuar.

É chegado o momento em que você vai ser embaralhado e descartado do baralho.


m.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Just dragonflies.


Dias distraída, se deixando levar, totalmente dócil sem qualquer traço de rebeldia. Mas hoje tive receio, quando me deparei com uma frase "Começa pela cura mas termina com a dor." Sábias palavras de Lucas Silveira.
Posso até estar errada não deixando ninguém se aproximar e com isso fazendo com que a cura para meu mal seja impossível.
Bem, impossível não, prefiro crer que a cura está dentro de mim mesma e acontecerá na hora certa a partir da minha vontade e esforço para isso.
No momento preciso que dividas uma bebida comigo, que não se importe com a minha frieza passageira, com meus gostos peculiares e que me acompanhe à um lugar qualquer para olhar a chuva.
Só que a cura, ah, a cura não vai vir desse jeito.
Permito não permitindo, deixo não deixando, abro não abrindo. Sou um total paradoxo. Podes chamar isso de medo, podes chamar como quiser. Mas eu posso prever algumas coisas e eu não quero esse ciclo, não de novo, não por enquanto.


E se for para terminar com a dor, eu acho que não quero a cura.

m.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Irrelevância.


E agora, estás feliz? Tem tudo o que sempre quis? Onde é que estão as tuas frases distorcidas? Lembro-me de encontrar invariavelmente meu nome escrito nelas. Aposto que tu gostava do descontentamento que eu lhe causava, dos breves desentendimentos, ou alguns que nos afastavam por semanas. E nisso entrava o orgulho de ambas as partes, que nunca permitia algum de nós assumir o erro e começar de novo.
Mas vez ou outra, a saudade apertava e então era hora de ceder um pouco para o coração respirar aliviado. Então ficava tudo bem, e o ciclo se reiniciava. Já sabíamos o fim que tudo iria ter, porém insistir na loucura era tentador e assim fizemos.

Nunca houveram promessas, tudo foi incerto, entretanto, sinto-me presa a promessas inexistentes. Ainda lembro das palavras escritas aqui, a algum tempo atrás, todas pra você. Nunca fui tão de alguém como fui tua.

E o difícil mesmo é achar alguma folha do meu caderno que não te tenha escrito.

m.

domingo, 11 de setembro de 2011

Write, rewrite. How many times as necessary.


Ontem, eu estava escrevendo uma dissertação sobre o livro "Urupês" de Monteiro Lobato, para a aula de literatura. Estava ficando boa até, mas eis que minha gata desliga o computador, e eu perco tudo o que havia escrito.
Tudo bem, o próximo passo foi religar o computador, e tentar escrever uma nova dissertação. O problema é que eu nem conseguia começar a escrever, isso porque eu estava tão presa à antiga dissertação, que qualquer coisa que eu escrevia parecia ser erronea. Então eu comecei a tentar reescrever com as mesmas palavras da antiga, o que acabou não dando muito certo porque minha memória não estava tão boa.
Na vida é assim, às vezes você se prende tanto ao que foi perdido que não consegue viver o novo, não consegue se acostumar com pessoas novas, lugares novos, situações novas... E então você tenta reescrever pelas mesmas linhas, buscando uma sombra do que já se foi. O problema é que a borracha da vida apaga sem deixar sombras. Não da pra recuperar aquilo, nunca mais.

Ontem mesmo, após escrever parte desse texto, consegui escrever a dissertação, e agora a pouco, finalizei a mesma. E modéstia a parte, ficou bem melhor que a antiga.

Aos poucos vou reescrevendo minha vida por lugares diferentes, procuro não lembrar de palavras passadas. Estou dando uma chance ao novo, ao desconhecido, ao diferente e até mesmo ao improvável.
Está dando certo até agora.

We can be heroes, just for one day.


m.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011


Gosto de observar as pessoas na rua, todas estão a ir e vir. Às vezes tenho vontade de saber pra onde elas estão indo. Algumas vão depressa, parecem ansiosas, outras transmitem um ar de independência, tão livres que parecem voar. Outras simplesmente parecem sem rumo, a ir pra lugar algum. E eu, eu vou distraída, por vezes não prestando atenção em placas, semáforos ou se vem algum veículo. Sempre me dizem que não vai demorar para eu ser atropelada, na verdade não tenho medo de atravessar a rua, e nem faço questão de atravessar na faixa de pedestres.
E o que será que me desliga do mundo de tal forma?
Acreditei muitas vezes estar sentindo um vazio dentro de mim. Mas é possível sentir o vazio? Bem, o vazio é algo inexistente, o que não existe não pode ser sentido.
Mas como explico isso? Falta, ausência, carência? Apenas um vazio. Palavras vazias, lugares vazios, pessoas vazias. Eu estou vazia. Às vezes chego a crer que eu não sou mais capaz de sentir.
O vazio me preocupa, porque mesmo sendo inexistente, ele ocupa muito espaço. Ele me faz fingir, mentir, manipular. E tudo isso eu faço comigo mesma. Eu sei, não é o correto, mas é o que me conforta no momento.
Muitas coisas me desligam do mundo. Mas nunca totalmente, ainda estou bem ligada às coisas pequenas. Ainda estou observando cada pessoa que passa por mim. Admiro estas que parecem livres.


Procuro algo que me dê liberdade. Se alguém souber o que é, por favor avise-me.



m.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Here comes the spring


As tais florzinhas amarelas estão de volta, um pouco mais cedo esse ano, antecipando a primavera.
Uma chuva fina e quente cai, são os últimos sinais de que o inverno está indo embora. É hora de despedir-me do meu clima preferido, é hora de despedir-me de muitas coisas. E então, despeço-me de tudo aquilo que me faz mal, principalmente o medo, pois não existe coisa mais inútil do que isso.
Se somos livres, porque precisamos ter medo? Acordei pensando nisso hoje.
O problema é que nos prendemos a coisas que acreditamos, ou que nos fizeram acreditar. Temos medo de fugir dos padrões, de fazer o que a maioria das pessoas considera reprovável.
Sempre me senti uma estranha na maioria dos lugares que frequento, nunca me encaixei em nenhuma dessas "categorias" que as pessoas "normais" estão.
Sou um total oposto, uma alegria que entusiasma todos ao lado do pessimismo. Pessimismo esse que não é visto a olho nu. É preciso ler as entrelinhas das minhas longas frases para perceber.


Às vezes me pergunto: Quantos são capazes de ler as minhas entrelinhas?

m.


sábado, 30 de julho de 2011

Cause blue skies are calling


Estava aqui, em pleno tédio de uma noite chuvosa de sábado, quando comecei a relembrar de alguns fatos. Algumas coisas que deixei pra trás, que antes eram fundamentais em minha vida. Algumas coisas que hoje são fundamentais e que antes eu deixava passar. Acho que amadureci muito, isso está claro em meus textos antigos.
O amadurecimento acontece quando você começa a analisar os fatos com mais paciência e menos euforia, então você compreende tudo com mais clareza.

Aprendi a ter paciência, alguém me ajudou e continua ajudando a tê-la. E quanta calma está me trazendo, mesmo em dias que a ansiedade toma conta de mim.
A euforia, continua presente sempre, isso nunca vai mudar, mas agora ela anda de mãos dadas com a paciência.
Isso significa equilíbrio e agora parece-me vital.


E digamos que, as duas formam um lindo casal.


m.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Perene nebulosa.


E hoje é um daqueles dias em que eu não quero dormir, não quero fechar meus olhos, não quero repousar minha cabeça no travesseiro.
Eu quero sentir mais o que estou sentindo agora.
Sinto uma necessidade enorme de respirar mais desse ar, de encher meus pulmões mais um pouco com esse ar fresco que mistura frio, The National e algo que eu ouso chamar de amor.
É tão intenso, que eu não me contento em viver só nesse quarto, só nessa cidade, só nesse mundo. Então eu atravesso paredes ou qualquer coisa que estiver a minha frente e de repente estou ao seu lado. É intenso demais.
Eu olho para o céu, não vejo estrelas, astros, asteróides ou qualquer objeto que seja, tem outra coisa orbitando meu planeta. E em minha galáxia nunca houve tanta luz como agora, nunca houve tanta certeza de tudo. Explodimos em forma de supernova.



Só sei que quero que dure para sempre.

m.

sábado, 2 de julho de 2011

We're gonna live forever.


Eu acredito que as pessoas que amamos, deviam de um jeito ou de outro, ser imortais. Não deveriam partir, ainda mais quando se vão tão jovens.
Eu sei que lá em cima, existe alguém que sabe a hora certa de cada um de nós, mas é tão difícil acreditar que alguém se foi, é tão difícil aceitar a perda...
Nessas horas você se lembra de todos os momentos, das risadas, das canções tocadas nas madrugadas, das brincadeiras e das brigas que com o tempo se tornam insignificantes. Você olha as fotos, e sente saudade. Saudade porque ainda há lembranças dizendo que não, não se foi, e você sente a presença viva da pessoa.
Aqui não para de chover desde que você se foi.
A ficha demora a cair, imóvel estou, sem saber o que fazer, sem saber onde ir e sem reação alguma.
Rafa, cuida de nós dai de cima, porque ta todo mundo perdido aqui em baixo. E porra cara, tu foi foda! Descansa em paz.


"E onde você estiver estarei em coração, em alma e espírito através dessa canção"

m.

domingo, 26 de junho de 2011

Where Is My Mind?


E hoje começou o inverno, aliás começou quarta-feira, mas o verdadeiro inverno com direito a uma quase temperatura negativa, começou hoje. Acordei ás 11:45, o céu estava nublado, o sol não estava presente para haver alguma coloração, final de manhã cinza. Estava lindo.
Em dias assim você começa a pensar mais em tudo que está a sua volta, em como as coisas acontecem, porque acontecem e quando foi que mudaram.

Pensei em como você aconteceu na minha vida, em como a tua paz dominou a minha revolta.
Em como tudo se misturou na mais pura sinestesia, em como você é um engraçado oposto de mim.


Nuvens escuras se formaram, nós estamos voando por essas nuvens. Sorria, pois acima delas há apenas um céu azul. E abaixo? Eu, você e tudo o que quisermos viver.

m.

domingo, 12 de junho de 2011

This is for a lovers.


Dia dos namorados é um dia que eu nunca gostei muito, confesso. Quando você não tem alguém para passar esse dia, é como se não fizesse sentido algum.
E você se sente atingida por todos esses corações que são arremessados de todas as direções, e cada propaganda com casais felizes parece tão irreal, parece algo fora de seu alcance.
Mas ai você encontra alguém, e tudo começa a fazer sentido, os corações das propagandas se tornam apenas corações, e não punhais como antes.
E então você começa a viver momentos não iguais os da propagandas com casais tão felizes, mas são momentos que mesmo assim são lindos, são lindos porque são reais, não são falsos como os da televisão.
Eu passei muito tempo odiando o dia dos namorados por não ter alguém. Eu passei muito tempo errando.
Porque na verdade você fica sempre esperando por alguém como o dessas propagandas e esquece que se aventurar no real é muito melhor.

Então viva as briguinhas bobas, viva os fins de tarde com beijos suaves, viva a felicidade que a realidade nos causa.

m.

terça-feira, 31 de maio de 2011

May.


Em todos os dias de maio eu me senti feliz como a muito tempo eu não me sentia, faz frio e quem me conhece sabe que é meu clima preferido. E eu encontrei alguém.
Mas não foi um encontro qualquer.
De longe pude ver algo que brilhava mais que o sol naqueles dias de verão, eram teus olhos, mas eu podia olhar sem que tal luz me deixasse cega e essa luz parece-me vital, é o que guiou todos os meus dias desse mês.
Maio se foi, e que venha Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro... E que eu continue a ter a luz dos teus olhos pra continuar a me guiar por essa estrada. Não sinto que seja tão perigosa, mas é grande o suficiente para que eu possa me perder.
Ainda abalada com algumas lembranças, ainda confusa com a mistura de presente e passado, ainda com medo desse novo sentimento que habita em mim.
Ainda com o cérebro desocupado que continua a criar coisas que se quer existem, enquanto o coração não sabe o que fazer. E quanto a você, eu te tenho ao meu lado, segurando minha mão, sem pronunciar palavra alguma e assim fazendo meus medos desaparecerem, por enquanto.

You and I we're gonna live forever.

m.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

The Asteroids Collide.


O começo do amor é sempre assim, várias tentativas falhas em encontrar as palavras certas para descrevê-lo. Nada parece ser bom o bastante para algo que brilha mais do que todas as estrelas do universo juntas. Basicamente, eu estava perdida nas minhas conturbadas memórias e puff, você me encontrou, ou será que fui eu que te encontrei? Não importa... Foi como o choque entre o clima frio e o quente, causando assim uma chuva de verão. Foi o tédio dos dias de chuva, a reflexão que dias assim me provocam, a beleza das gotas de chuva caindo lentamente e o que isso me causa, algo que eu ouso chamar de felicidade. Tudo tão comum e sem graça pra quem vê de fora, isso tudo escrito aqui pode parecer demodê demais, mas eu quero isso, eu quero viver o demodê. E eu quero estar ao seu lado. Bem, a verdade é que eu continuo perdida, e você continua me encontrando todos os dias,me salvando da pessoa ruim que eu sou e é aquele que transforma tudo em uma noite fria de sexta-feira.


Porque ao teu lado sou sempre assim
Ás avessas.

E quando estamos juntos, somos assim

Ás pressas.
Sou mesmo desse jeito, tão perto.

Enquanto o que sei de você, psicodélico...

m.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Green morning.


A manhã estava verde quando ela se levantou da cama e abriu a janela de seu quarto. E ficou ali imóvel por uns instantes observando o céu. A chuva se aproximava, sentia isso, porque só alguém que ama a chuva sabe quando ela se aproxima. Parecia uma das cenas de seu filme preferido " O fabuloso destino de Amelie Poulain".
Era segunda-feira, dia de aula, era o tédio de um dia de aula após dias de feriado.
A manhã verde foi desintegrando-se pouco a pouco em forma de chuva, ela estava mesmo certa em suas previsões. E então pensava: "queria poder prever tudo."
Dias de chuva a deixavam distraída, mais do que de costume. Distraída não quer dizer que ela seja desligada do mundo, é que ela gosta de prestar atenção nas pequenas coisas, naquilo que todos estão ocupados demais para ver. Se preocupa com cada gota de chuva que desliza pela janela da sala de aula, repara em cada fio de cabelo ruivo que cai da sua cabeça, olha nos olhos de cada pessoa que conversa, acha qualidades em todo mundo, por pior que a pessoa seja. Mas essas coisas ela guarda pra si mesma, afinal ninguém precisa saber, poucos teriam a delicadeza de entender o que parece ser tão complexo mas é simples ao mesmo tempo.
Aquela manhã de segunda-feira foi como qualquer outra manhã chuvosa, mas no entanto diferente, não saberia explicar o porquê.
Talvez aquela manhã verde tenha lhe esverdeado os pensamentos.

m.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Changes need happen.


Pouco tempo se passou, muitas coisas mudaram. Algumas mudanças mais perceptíveis, outras nem tanto.
Vou tomar por exemplo uma mudança pela qual passei recentemente, eu diria até que foi uma mudança radical. Eu mudei a cor do meu cabelo, sempre tive cabelos castanhos e agora estou ruiva.
Sim, isso causou um choque em todas as pessoas, principalmente em mim, todas as vezes que me olho no espelho, ainda me estranho. Mas eu gostei.
E é este o papel de uma mudança, causar impacto.
Assim como mudei a cor do meu cabelo, pretendo também mudar outras coisas na minha vida, o que é algo mais difícil, até porque não existe um salão de beleza que descolora um amor, corte uma amizade ou alise uma dor.
Isso é uma coisa interna, e não é uma mudança rápida. Sem contar que é uma mudança ainda mais difícil de se adaptar.
Para notar tal mudança, não existe um espelho interno que reflita isso pra você, mas mesmo assim você vê e se estranha, e se pergunta se era mesmo isso que queria. E isso acontece porque a gente tem o mal costume de se acostumar com tudo, até com o que não nos faz bem.
Aos poucos vou mudando isso também, vou tirando esse mal costume de se acostumar.

Toda mudança é importante, por mais pequena que for, mas desde que ela seja pra melhor. A mudança é a prova de que você cresceu, de que deixou coisas para traz, que tem novos caminhos a percorrer, novas escolhas a fazer e novas pessoas a conhecer. E com certeza ainda virão muitas outras mudanças.

E assim tudo mudou em mim, mudou para o que eu era antes, um eu que desde Janeiro era meio que desconhecido. Tudo voltou a ser como era antes, antes de você me aparecer.

m.

domingo, 10 de abril de 2011

Âmago.


E então eu te mostrei o meu mundo, desde o que todo mundo sabe, até as bandas mais desconhecidas que eu ouço. Aos poucos deixei você ir conhecendo, desvendando, sabendo tudo o que sou, e ainda há coisas para saberes, muitas coisas.
E eu deixo você ir milimetricamente percorrendo todo esse caminho, deixo você me descobrir, até um dia não haver mais segredos entre nós. Eu deixo você descobrir o que não deixei ninguém, e eu me entrego nessa busca por desvendar todos os segredos que pertencem a nós dois.

Mas eu exijo a mesma entrega de sua parte, não que eu esteja na condição de "exigir" algo de ti, mas eu exijo porque preciso, preciso e preciso. E exijo acima de tudo, a tua presença em meu mundo. Afinal, não seria o meu mundo se você não estivesse nele.

m.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

1st, April.


Dia da mentira, até ai nada de mais. O problema é que as pessoas entram no clima desse dia e começam a te contar uma teia de mentiras idiotas.
Bem, todo dia já é dia da mentira, porque mentem para você constantemente, e você sempre acaba acreditando nessas inúmeras mentiras. Isso porque, quem mente pra você são as pessoas mais próximas, aquelas que você confia.
Então pra que serve um dia específico pra algo que já acontece todos os dias? Para mentir de conciência limpa? Há um lado bom, pelo menos nesse dia, após a pessoa contar uma mentira absurda para você, ela diz algo como: "1° de Abril, idiota." E então a mentira acaba, ao contrário do que acontece nos outros dias. Normalmente, em dias comuns, a verdade é omitida, e você descobre isso algum ou muito tempo depois, e é uma descoberta dolorosa. É ruim descobrir que fostes enganado durante tanto tempo, você pensa que no fundo a culpa disso é sua.
Nenhuma mentira é boa, nem mesmo quando seu objetivo é proteger alguém. Quando eu quero o bem de alguém, eu conto-lhe a verdade, por mais que doa. E gosto que façam o mesmo comigo. Odeio mentiras. Odeio mentirosos.

A pergunta é: Como é que eu ainda amo alguém como você?

E eu estaria mentindo se eu dissesse que não...


m.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Caught a shock but my heart's still beating.


O que mais te surpreende é o que no fundo você já sabia que iria acontecer. Mais cedo ou mais tarde, não há como fugir. São como sombras, te perseguem sempre onde quer que você vá.
Isso se chama insegurança, e sua intuição sempre disse pra você não confiar na pessoa que fez isso com você.

O estranho é que você quer confiar, quer ir aos mais diferentes e longínquos lugares onde isso tudo vai levar. E sabe porque você quer isso? Porque é a pessoa que você ama que está te levando lá, e mesmo sua intuição dizendo não, você dá a sua mão pra essa pessoa e se deixa guiar como um cego, sem se importar pra onde está indo, você confia sua alma à essa pessoa.

Então seu coração diz sim. Diz sim para essa louca desventura a qual denominamos amor. E tudo o que você recebe é um talvez.


Eu abri uma excessão, a porta está aberta. Pode entrar.




m.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Hello, autumn.


Manhã típica de outono, muita chuva e um frio nem tão frio assim. Eu estou em uma sala de espera, aguardando ansiosa que algo aconteça em minha vida, e já não é mais algo específico.
Pode ser qualquer coisa, eu to tão cansada da minha rotina dos últimos dias... Hoje eu to com uma vontade enorme de mudar tudo, de fazer uma completa revolução.

Eu sei que tenho o poder de mudar tudo, quando chegar a minha vez de mudar, só tem uma coisa que não, algo que eu tenho pensado muito desde o verão de Janeiro.
E eu não consigo tirar isso da minha cabeça, eu não acho um modo de fazer com que isso se vá para sempre e esse tempo frio e chuvoso só agrava a situação em relação a isso. Eu conheço bem o motivo de toda essa complicação, eu me conheço bem.
Eu estou em frente a um espelho agora, e então eu me pergunto: "É isso mesmo que você quer?" A minha resposta é "não". Embora eu queira mudar, eu quero manter esse sentimento dentro de mim, eu quero todas as reações que ele possa provocar, mesmo que a maioria delas não esteja sendo boa ultimamente.


Eu tenho o frio, eu tenho a chuva, uma xícara de chá e uma vontade enorme de mudar o mundo. O que me falta? Apenas a tua companhia.


m.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Recíproca.


Nunca digo que a porta está aberta, até porque, ela está sempre fechada. Mas acontece que, você tem um molho de chaves em suas mãos e vai precisar de algumas delas para abrir a tal porta. Mas tome cuidado, pois caso use a chave errada, ela pode se enroscar na fechadura e você pode nunca mais conseguir tirá-la de lá. Ou pode até mesmo quebrar a chave e a fechadura.
Peço que tente com todas as chaves, devagar, com cautela, e daquele jeito que você sabe bem como fazer.

Mas não deixe passar muito tempo, pois outro alguém pode lhe tomar o tal molho de chaves, e a porta pode um dia não estar mais ali ao seu dispor.
Só nunca espere que a porta um dia se abra sozinha. Ou então que ela diga "pode entrar". Isso nunca vai acontecer, não porque a porta quer assim, mas porque tem que ser assim.
Precisa-se da chave, precisa-se de algo além do esforço da porta.

Quando você finalmente destrancar todas as fechaduras, não espere encontrar tudo o que queria ver, por que talvez na sua imaginação, a magia por detrás de todas aquelas fechaduras seja muito grande. E na verdade a magia é muito grande sim. Porém pode não te agradar em alguns aspectos.

Seja forte, pois sabemos que assim como a porta depende da chave e a chave depende da porta, eu dependo de você e você depende de mim. E prepare-se para muitas surpresas.

m.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Listen Up.


E porque o meu interesse repentino nisso?
Basicamente, porque você é diferente dos outros porque não fez o que eles fizeram. Em momento algum tentou me entender, me mudar, ou explicar porque eu tenho certas atitudes.
E no fundo você sempre acaba sendo o que mais me entende, e sabe perfeitamente que eu não fui feita para ser entendida. Eu não fui feita para dar nenhuma explicação e eu mudarei apenas quando eu quiser.
E mesmo quando disseres não, eu direi sim. Direi sim para nós e para tudo o que quiseres viver junto de mim.

m.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Maybe I'm just scared.


Para chegar até aqui eu já abandonei muitas coisas, e com isso acabei ganhando outras. Só não sei até agora se o que eu fiz foi uma boa escolha. Eu atravessei o meu medo disso que sinto por ti, não completamente. Mas aos poucos vou deixando isso de lado, aos poucos vou apenas seguindo, ainda que com inúmeros tropeços.
Um dia me disseram que existem dois tipos de medo, o medo que paralisa e te impede de fazer algo, e também o medo que te impulsiona e te encoraja.
Não sei definir bem qual deles é o meu, talvez uma mistura dos dois.
Essa situação é difícil para mim, e eu sei que é difícil pra ti também. É difícil pra você deixar seu medo de lado, segurar minha mão e andar ao meu lado nesse caminho escuro. É ruim a sensação de sentir algo que não estava acostumado a sentir...
Eu juro um dia te tirar esse medo, só preciso antes perder o meu, ou então fazer desse medo uma mola que me impulsiona a fazer o que eu realmente quero.

Com medo ou sem medo. Errando ou acertando. Só sei que por enquanto eu te preciso e talvez esse "por enquanto" esteja mais pra um "sempre".


m.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O erro que dá certo para mim.


Eu sempre soube muito bem o que é certo e o que é errado. Só que isso não significa que eu não faça o que eu julgo ser errado, ou até mesmo ás vezes troco o certo pelo duvidoso.
Talvez isso que eu queira, no fundo seja a coisa menos certa a se fazer e eu tenho consciência absoluta que isso tem o poder de acabar com a minha vida.
Talvez eu tenha cansado de só querer o que é certo, estou cansada das mesmas coisas, mesmas pessoas, mesmos problemas...
Sabe o que eu quero?
Eu quero viver cada defeito seu, eu quero me arriscar em cada revolta sua, eu quero discordar de tudo o que você disser. Eu quero cada erro que a gente cometer, quantas vezes forem necessárias, até que a gente aprenda que mesmo tão diferentes no fundo somos iguais.
Estou com medo, admito. Mas nunca estive tão certa em toda a minha vida daquilo que eu realmente quero.

m.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

x+y= ♥


Resolver coisas que envolvem sentimentos, muitas vezes podem ser bem mais difíceis do que problemas de matemática.
Um problema de matemática, ao menos você consegue resolver sozinho, se tiver muito empenho.
Mas para encontrar o valor de x do problema que estou resolvendo no momento, eu preciso antes saber o valor de y. E o valor de y só você sabe, e é aí que está o verdadeiro problema. Porque você nunca deixa transparecer as coisas, e também não me deixa descobri-las.
Mas foda-se o valor de x, foda-se o valor de y. Eu nunca fui boa nas exatas mesmo, e ultimamente em nada que envolva sentimentos.
O que eu quero mesmo no momento, começa com a e termina com r. E tem que ser de um tipo específico. O seu.


m.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bubbles in the heart.


Hoje de manhã, eu estava indo pra escola, à pé. Foi então que senti que estava formando uma bolha no meu pé direito, mas continuei andando.
Eis que comecei a pensar em algumas coisas e concluí que o amor pode ser igual a uma bolha no pé.
No caso da bolha, quanto mais você anda, mais a bolha vai crescendo, ficando profunda e doendo cada vez mais. E quanto maior a bolha, maior é o tempo que demora pra sarar e mesmo assim pode deixar alguma cicatriz.
Com o amor é mais ou menos assim também. Quanto mais você insiste nessa loucura, mais isso cresce, se aprofunda e dói. Dói muito. E então você quer arrumar um jeito de se livrar disso, só que a tal "coisa" já ta tão grande que é normal demorar um pouco ou muito, pra passar. Costuma variar de acordo com a intensidade de cada pessoa de sentir isso.
E como a dor de uma bolha, você também se acostuma com a dor de um amor depois de um determinado tempo.
E então a dor some. Mesmo que fique uma cicatriz ali pra sempre, relembrando sempre o fato de que aquilo um dia já doeu. E passou.

m.

sábado, 12 de fevereiro de 2011


Tédio: É um estado de desinteresse ou de falta de energia, como reação a estímulos percebidos como monótonos, repetitivos ou tediosos. Ocorre pela falta de coisas interessantes para se olhar, ouvir, perceber etc., ou para fazer (física o intelectualmente), quando não se deseja estar sem fazer nada. É o contrario, portanto da diversão ou o entretenimento. Pode causar bocejos.
Bem, é isso que eu sinto agora. Em cidade pequena nunca se tem muito o que fazer mesmo, ainda mais quando não para de chover faz um mês.

Nem eu que amo a chuva, estou gostando disso. Bem que alguém lá de cima podia fazer parar de chover um pouco. Mas o frio, ah, esse frio pode continuar. De preferência para sempre, nunca vou enjoar do frio.

São quase 1:00, e eu estou aqui, sem sono algum, tomando uma caneca de chá e ouvindo Radiohead.
Algo típico para mim, em dias assim.
Está tudo tão silencioso por aqui, nada além da música, posso até ouvir meus pensamentos mais profundos, realmente isso não é nem um pouco bom e nem mesmo saudável.

E querem saber o que se passa nos meus pensamentos? É a mais conturbada mistura entre passado, presente e futuro onde tudo isso se encaixa e fica bem. Depois já não vejo mais nada, apenas uma névoa cinza cobrindo tudo.
A minha opinião sobre isso? É triste, é dolorido, é angustiante... Porém é irresistível.


Fuck it all.

m.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Under control.


Não sei esperar, não sei manter a calma, sempre quero mais um pouco, nunca é o bastante, sou eufórica, impaciente, insegura e cheia de manias esquisitas.
O meu problema é que eu quero viver tudo, e tudo ao mesmo tempo, preciso realmente aprender a manter a calma. Quero e não quero, gosto e desgosto, amo e não amo.

Eu queria saber agir com calma.
Mas acontece que eu sempre me perco nos meus inúmeros defeitos, e mesmo que me digam "está tudo sob controle" para mim nada está bem. Nada está sob controle dentro de mim.
Eu quero tudo e eu quero agora.

m.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

End transmission.


A estrada é longa, eu sei.
E nela não há nenhuma placa ou qualquer outro tipo de sinalização.
Pelo caminho há trechos obscuros, sem luz alguma, e nesses momentos o que conta mesmo é a intuição. Existe nevoeiro, buracos, curvas perigosas, trechos em obras, tempestades...
Vez ou outra aparece alguém para me guiar pelo caminho correto, porém conforme vamos passando pelas curvas, eu acabo sempre me perdendo ainda mais ou então voltando para o ponto inicial.

É como se eu sempre andasse em círculos.

Chega um determinado momento que você pode escolher continuar nessa estrada perigosa onde qualquer descuido pode causar um acidente grave, como um coração partido. Ou então, você pode escolher desistir de tudo.

O segundo, é o caminho mais fácil, menos dolorido e mais rápido. Eu já quis optar por ele.

Mas então, eu me vi em frente a um monte de espelhos, e me perguntei: Será que assim você vai ser feliz? A resposta foi não.
E foi então que percebi que correr riscos vale a pena, é dolorido, é difícil, é demorado. Mas a primeira opção sempre acaba compensando mais.
Sem dor não há aprendizagem.


m.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O sonho que eu fiz pra ti.


Vontade de sair correndo desse lugar, de atravessar paredes e como em um passe de mágica te encontrar.
E você dormindo não veria eu me aproximar, e então eu iria cochichar em seu ouvido todas as palavras que tenho dentro de mim. Você apenas sorriria, pensando ser somente um sonho. Sim, pode ser um sonho, o nosso sonho, que agora se tornou apenas meu.

Então se o sonho é só meu, eu posso te fazer nele do jeito que eu quiser.
Complicado, chato, indeciso, cheio de ideias que poderiam mudar o mundo, com um sorriso capaz de iluminar qualquer lugar. Um pouco distraído, detalhista, cheio de manias esquisitas e que eu amo todas.
É assim que eu te vejo nos meus sonhos, é assim que coincidentemente você é.


m.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Where are you now, when I need you...


Enquanto a madrugada avança, eu avanço nos meus pensamentos que ficam cada vez mais confusos desde que surgiu essa "distância" entre nós.
E então eu penso em te dizer tudo o que eu quero, mas sei que para ti não irão surtir o efeito que eu tanto espero, e tampouco tais palavras serão capazes de mudar essa situação, ou então apagar os quilômetros de distância.
É que ás vezes parece que quanto mais tento me aproximar de ti, mais me afasto. Eu tenho ido a tantos lugares, feito tantas coisas para me distrair, mas nada tira isso do meu pensamento.
"Não se importe tanto, m.", repito isso para mim mesma constantemente, mas de nada adianta, porque eu realmente me importo. E vou me importar pra sempre, esse é o problema.

Existem milhões de vontades dentro de mim, centenas de ideias bagunçadas na cabeça, dezenas de arrependimentos, mas no momento só um amor.
Estou em uma confusão de vontades, ideias, arrependimentos e amor.
E eu sei bem o motivo dessa confusão. É você.


Ás vezes isso chega a me desligar do mundo.


m.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Wtf?


A verdade é que as pessoas sempre fodem com tudo, principalmente com isso que a gente chama de amor.
Aliás, o que é amor? Quem inventou essa porra?
Isso fode constantemente com a minha vida, aliás, não só com a minha mas com a de todo mundo.
É algo traiçoeiro, quando tudo está bem e quando você menos espera, ele vai te decepcionar.

Eu tento acreditar que não é bem assim, mas a vida sempre acaba me mostrando que essa é a cruel realidade.
A vida não é um conto de fadas, romances não existem e garotos não prestam.
E isso é tudo, garotas.


m.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Why? Because...


Minhas previsões diziam que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, e então me deixei guiar como um sonâmbulo, que não se importa em tropeçar ou cair. Simplesmente vai.
E durante essas poucas horas de loucura, eu já não me preocupava com nada, apenas fui eu mesma. Sem medo de cometer erros ou magoar alguém, e no fundo eu sabia que esse tal alguém a ser magoado, mais tarde poderia ser eu mesma.
Se o "mais tarde" chegar, e o alguém for mesmo eu, talvez eu realmente não me importe, porque eu me senti bem, eu senti uma alegria diferente de tudo.

O que antes me cegava, agora me faz realmente ver. Ver que mesmo errada eu posso ser feliz.

A verdade é que nada faz sentido, principalmente nesse texto. Está confuso demais e não me agrada nem um pouco.
No entanto, estou confusa também, e acho que essas palavras demonstram bem o que eu sinto.


m.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Do not promise, do it.


Promessas, algum dia todos nós já fizemos ao menos uma. O começo do ano é a época mais propícia para isso, é no começo do ano que prometemos parar com alguns hábitos ruins, ajudar as pessoas, rir mais, não brigar por qualquer coisa e mais uma infinita lista de bobagens... Enfim, prometemos ser uma pessoa melhor.
Sim, todo ano a maioria das pessoas fazem isso, e eu faço parte desse numeroso grupo de pessoas. Tudo bem, isso parece algo muito bom, todos motivados a mudar para melhor, lindo.

Entretanto, o tempo vai passando e nós todos simplesmente esquecemos de todas essas promessas, voltamos as nossas vidas acomodadas, ou apenas dizemos que "amanhã" é o melhor dia para começar. O tempo passa e o "amanhã" se torna depois de amanhã, que logo se torna semana que vem, mês que vem... E então o ano acaba, tu vê que não fez nada do que prometeu, e mesmo assim acha o teu ano incrívelmente bom.
Promessas, são realmente desnecessárias.


m.