sábado, 26 de fevereiro de 2011

O erro que dá certo para mim.


Eu sempre soube muito bem o que é certo e o que é errado. Só que isso não significa que eu não faça o que eu julgo ser errado, ou até mesmo ás vezes troco o certo pelo duvidoso.
Talvez isso que eu queira, no fundo seja a coisa menos certa a se fazer e eu tenho consciência absoluta que isso tem o poder de acabar com a minha vida.
Talvez eu tenha cansado de só querer o que é certo, estou cansada das mesmas coisas, mesmas pessoas, mesmos problemas...
Sabe o que eu quero?
Eu quero viver cada defeito seu, eu quero me arriscar em cada revolta sua, eu quero discordar de tudo o que você disser. Eu quero cada erro que a gente cometer, quantas vezes forem necessárias, até que a gente aprenda que mesmo tão diferentes no fundo somos iguais.
Estou com medo, admito. Mas nunca estive tão certa em toda a minha vida daquilo que eu realmente quero.

m.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

x+y= ♥


Resolver coisas que envolvem sentimentos, muitas vezes podem ser bem mais difíceis do que problemas de matemática.
Um problema de matemática, ao menos você consegue resolver sozinho, se tiver muito empenho.
Mas para encontrar o valor de x do problema que estou resolvendo no momento, eu preciso antes saber o valor de y. E o valor de y só você sabe, e é aí que está o verdadeiro problema. Porque você nunca deixa transparecer as coisas, e também não me deixa descobri-las.
Mas foda-se o valor de x, foda-se o valor de y. Eu nunca fui boa nas exatas mesmo, e ultimamente em nada que envolva sentimentos.
O que eu quero mesmo no momento, começa com a e termina com r. E tem que ser de um tipo específico. O seu.


m.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bubbles in the heart.


Hoje de manhã, eu estava indo pra escola, à pé. Foi então que senti que estava formando uma bolha no meu pé direito, mas continuei andando.
Eis que comecei a pensar em algumas coisas e concluí que o amor pode ser igual a uma bolha no pé.
No caso da bolha, quanto mais você anda, mais a bolha vai crescendo, ficando profunda e doendo cada vez mais. E quanto maior a bolha, maior é o tempo que demora pra sarar e mesmo assim pode deixar alguma cicatriz.
Com o amor é mais ou menos assim também. Quanto mais você insiste nessa loucura, mais isso cresce, se aprofunda e dói. Dói muito. E então você quer arrumar um jeito de se livrar disso, só que a tal "coisa" já ta tão grande que é normal demorar um pouco ou muito, pra passar. Costuma variar de acordo com a intensidade de cada pessoa de sentir isso.
E como a dor de uma bolha, você também se acostuma com a dor de um amor depois de um determinado tempo.
E então a dor some. Mesmo que fique uma cicatriz ali pra sempre, relembrando sempre o fato de que aquilo um dia já doeu. E passou.

m.

sábado, 12 de fevereiro de 2011


Tédio: É um estado de desinteresse ou de falta de energia, como reação a estímulos percebidos como monótonos, repetitivos ou tediosos. Ocorre pela falta de coisas interessantes para se olhar, ouvir, perceber etc., ou para fazer (física o intelectualmente), quando não se deseja estar sem fazer nada. É o contrario, portanto da diversão ou o entretenimento. Pode causar bocejos.
Bem, é isso que eu sinto agora. Em cidade pequena nunca se tem muito o que fazer mesmo, ainda mais quando não para de chover faz um mês.

Nem eu que amo a chuva, estou gostando disso. Bem que alguém lá de cima podia fazer parar de chover um pouco. Mas o frio, ah, esse frio pode continuar. De preferência para sempre, nunca vou enjoar do frio.

São quase 1:00, e eu estou aqui, sem sono algum, tomando uma caneca de chá e ouvindo Radiohead.
Algo típico para mim, em dias assim.
Está tudo tão silencioso por aqui, nada além da música, posso até ouvir meus pensamentos mais profundos, realmente isso não é nem um pouco bom e nem mesmo saudável.

E querem saber o que se passa nos meus pensamentos? É a mais conturbada mistura entre passado, presente e futuro onde tudo isso se encaixa e fica bem. Depois já não vejo mais nada, apenas uma névoa cinza cobrindo tudo.
A minha opinião sobre isso? É triste, é dolorido, é angustiante... Porém é irresistível.


Fuck it all.

m.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Under control.


Não sei esperar, não sei manter a calma, sempre quero mais um pouco, nunca é o bastante, sou eufórica, impaciente, insegura e cheia de manias esquisitas.
O meu problema é que eu quero viver tudo, e tudo ao mesmo tempo, preciso realmente aprender a manter a calma. Quero e não quero, gosto e desgosto, amo e não amo.

Eu queria saber agir com calma.
Mas acontece que eu sempre me perco nos meus inúmeros defeitos, e mesmo que me digam "está tudo sob controle" para mim nada está bem. Nada está sob controle dentro de mim.
Eu quero tudo e eu quero agora.

m.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

End transmission.


A estrada é longa, eu sei.
E nela não há nenhuma placa ou qualquer outro tipo de sinalização.
Pelo caminho há trechos obscuros, sem luz alguma, e nesses momentos o que conta mesmo é a intuição. Existe nevoeiro, buracos, curvas perigosas, trechos em obras, tempestades...
Vez ou outra aparece alguém para me guiar pelo caminho correto, porém conforme vamos passando pelas curvas, eu acabo sempre me perdendo ainda mais ou então voltando para o ponto inicial.

É como se eu sempre andasse em círculos.

Chega um determinado momento que você pode escolher continuar nessa estrada perigosa onde qualquer descuido pode causar um acidente grave, como um coração partido. Ou então, você pode escolher desistir de tudo.

O segundo, é o caminho mais fácil, menos dolorido e mais rápido. Eu já quis optar por ele.

Mas então, eu me vi em frente a um monte de espelhos, e me perguntei: Será que assim você vai ser feliz? A resposta foi não.
E foi então que percebi que correr riscos vale a pena, é dolorido, é difícil, é demorado. Mas a primeira opção sempre acaba compensando mais.
Sem dor não há aprendizagem.


m.