quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Here comes the spring


As tais florzinhas amarelas estão de volta, um pouco mais cedo esse ano, antecipando a primavera.
Uma chuva fina e quente cai, são os últimos sinais de que o inverno está indo embora. É hora de despedir-me do meu clima preferido, é hora de despedir-me de muitas coisas. E então, despeço-me de tudo aquilo que me faz mal, principalmente o medo, pois não existe coisa mais inútil do que isso.
Se somos livres, porque precisamos ter medo? Acordei pensando nisso hoje.
O problema é que nos prendemos a coisas que acreditamos, ou que nos fizeram acreditar. Temos medo de fugir dos padrões, de fazer o que a maioria das pessoas considera reprovável.
Sempre me senti uma estranha na maioria dos lugares que frequento, nunca me encaixei em nenhuma dessas "categorias" que as pessoas "normais" estão.
Sou um total oposto, uma alegria que entusiasma todos ao lado do pessimismo. Pessimismo esse que não é visto a olho nu. É preciso ler as entrelinhas das minhas longas frases para perceber.


Às vezes me pergunto: Quantos são capazes de ler as minhas entrelinhas?

m.