quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Just dragonflies.


Dias distraída, se deixando levar, totalmente dócil sem qualquer traço de rebeldia. Mas hoje tive receio, quando me deparei com uma frase "Começa pela cura mas termina com a dor." Sábias palavras de Lucas Silveira.
Posso até estar errada não deixando ninguém se aproximar e com isso fazendo com que a cura para meu mal seja impossível.
Bem, impossível não, prefiro crer que a cura está dentro de mim mesma e acontecerá na hora certa a partir da minha vontade e esforço para isso.
No momento preciso que dividas uma bebida comigo, que não se importe com a minha frieza passageira, com meus gostos peculiares e que me acompanhe à um lugar qualquer para olhar a chuva.
Só que a cura, ah, a cura não vai vir desse jeito.
Permito não permitindo, deixo não deixando, abro não abrindo. Sou um total paradoxo. Podes chamar isso de medo, podes chamar como quiser. Mas eu posso prever algumas coisas e eu não quero esse ciclo, não de novo, não por enquanto.


E se for para terminar com a dor, eu acho que não quero a cura.

m.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Irrelevância.


E agora, estás feliz? Tem tudo o que sempre quis? Onde é que estão as tuas frases distorcidas? Lembro-me de encontrar invariavelmente meu nome escrito nelas. Aposto que tu gostava do descontentamento que eu lhe causava, dos breves desentendimentos, ou alguns que nos afastavam por semanas. E nisso entrava o orgulho de ambas as partes, que nunca permitia algum de nós assumir o erro e começar de novo.
Mas vez ou outra, a saudade apertava e então era hora de ceder um pouco para o coração respirar aliviado. Então ficava tudo bem, e o ciclo se reiniciava. Já sabíamos o fim que tudo iria ter, porém insistir na loucura era tentador e assim fizemos.

Nunca houveram promessas, tudo foi incerto, entretanto, sinto-me presa a promessas inexistentes. Ainda lembro das palavras escritas aqui, a algum tempo atrás, todas pra você. Nunca fui tão de alguém como fui tua.

E o difícil mesmo é achar alguma folha do meu caderno que não te tenha escrito.

m.