terça-feira, 4 de outubro de 2011

Irrelevância.


E agora, estás feliz? Tem tudo o que sempre quis? Onde é que estão as tuas frases distorcidas? Lembro-me de encontrar invariavelmente meu nome escrito nelas. Aposto que tu gostava do descontentamento que eu lhe causava, dos breves desentendimentos, ou alguns que nos afastavam por semanas. E nisso entrava o orgulho de ambas as partes, que nunca permitia algum de nós assumir o erro e começar de novo.
Mas vez ou outra, a saudade apertava e então era hora de ceder um pouco para o coração respirar aliviado. Então ficava tudo bem, e o ciclo se reiniciava. Já sabíamos o fim que tudo iria ter, porém insistir na loucura era tentador e assim fizemos.

Nunca houveram promessas, tudo foi incerto, entretanto, sinto-me presa a promessas inexistentes. Ainda lembro das palavras escritas aqui, a algum tempo atrás, todas pra você. Nunca fui tão de alguém como fui tua.

E o difícil mesmo é achar alguma folha do meu caderno que não te tenha escrito.

m.

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