quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Just dragonflies.


Dias distraída, se deixando levar, totalmente dócil sem qualquer traço de rebeldia. Mas hoje tive receio, quando me deparei com uma frase "Começa pela cura mas termina com a dor." Sábias palavras de Lucas Silveira.
Posso até estar errada não deixando ninguém se aproximar e com isso fazendo com que a cura para meu mal seja impossível.
Bem, impossível não, prefiro crer que a cura está dentro de mim mesma e acontecerá na hora certa a partir da minha vontade e esforço para isso.
No momento preciso que dividas uma bebida comigo, que não se importe com a minha frieza passageira, com meus gostos peculiares e que me acompanhe à um lugar qualquer para olhar a chuva.
Só que a cura, ah, a cura não vai vir desse jeito.
Permito não permitindo, deixo não deixando, abro não abrindo. Sou um total paradoxo. Podes chamar isso de medo, podes chamar como quiser. Mas eu posso prever algumas coisas e eu não quero esse ciclo, não de novo, não por enquanto.


E se for para terminar com a dor, eu acho que não quero a cura.

m.

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