segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A chuva acabou
O tempo nublou
O chá esfriou
2012 passou

E eu, fiquei. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feeling

Exagerado demais para ser amor
Bonito demais para não ser amor

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Eu não sei mais quem eu sou. Escrever sobre minhas agonias tem me irritado um bocado. O que antes me aliviava tanto. Então porque continuo a escrever? Porque erroneamente acredito que ainda possa aliviar, que ainda possa chegar aos teus ouvidos em uma tarde quente qualquer.
Lembra das nossas tardes quentes? Lembra de deitar a tarde e nem ver o anoitecer, de sair pra qualquer lugar, pra falar qualquer coisa. Qualquer coisa nos divertia, qualquer coisa a gente transformava em loucura. "Nós somos muito louquinhos." Você mesmo dizia. Sinto falta das tuas palavras quando as minhas eram tão ausentes, quando eu nunca soube dizer como eu me sentia, quando eu chorava em silêncio e teu toque me acalmava.
A tua camisa xadrez me servia de pijama e teus braços de cobertor. O nosso telhado era feito de estrelas, a lua nosso abajur. E debaixo de tudo isso apenas nós e o que mais quiséssemos viver.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Despi-me do meu vestido
Azul de tristeza
Decidi por ser feliz
Vou sair por ai
Pra dançar 
Com meu vestido rosa.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Quase sexta-feira 13

Escrevo para escoar a tristeza. Antes que ela transborde pelos meus olhos.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Vanguarda.

Sou um quadro surrealista pintado na época errada
Ao menos deveria eu, ser uma obra tropicalista
Mas sou a angústia pintada em expressionismo
Imitando a velocidade futurista
Acabo sendo apenas um poema dadaísta.
Desapeguei-me da ideia de ser oito ou oitenta
Prefiro ser outono.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Perceber que a vida é breve. Nada mais que uma borboleta que acabou de sair do casulo. Os anos voam, o pôr-do-sol uma hora termina, o porre se reduz a uma ressaca moral na manhã seguinte e as lembranças, essas sim, são eternas para quem tem uma memória boa como a minha.


domingo, 2 de dezembro de 2012

É ele 
Que transforma tudo em sábado à noite. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Escrita automática.

Transformar-te em um texto rabiscado, com ortografia errada, não respeitando parágrafos ou linhas. Cheio das minhas metáforas indecifráveis. Inverter o começo, meio e fim. Apagar o fim, reviver mil vezes o começo, continuar para sempre no meio. No ápice do sentir.
Queria transformar-te em um texto só para apagar-te da minha cabeça quando eu bem entendesse.

m.

sábado, 24 de novembro de 2012

Apocalypse Dreams

Cidade sem graça
Gente sem graça
Vida sem graça
Nada é de graça.

E eu:
Perdi a graça. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Forever, your little owl


E até mesmo da ausência
Fazer a tua presença
O sono é tão pouco
Desabo
Em um choro doce e rouco
Aceito a ideia de que tudo isso
É apenas louco.

m.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Trying to be a better person.

Novembro começou chuvoso, nublado e com um friozinho agradável. Estou em pleno tédio da aula que antecede o tédio que será o feriado. Dentro de mim a carência agravada pelo frio, congelada, estagnada. Estagnei meus movimentos e me aprisionei em uma gaiola invisível, algo como se eu tivesse cortado minhas próprias asas. Tudo para que eu possa me sentir segura longe desse mundo exterior, longe dessas pessoas, longe de tudo que não foi minunciosamente planejado por mim.
Queria poder dizer-te o quanto sinto que tudo está desorganizado, queria explicar essa desorganização e depois ter ajuda para dissolver a bagunça. Queria dar-te um pequeno pedaço disso, para que pudesse transformar em uma coisa boa, como sempre fizeste. Queria que fizeste de mim uma coisa boa. Pudera eu ser um pedaço bom de seja-lá-o-que-for.
Pudera eu, autônoma do jeito que almejo ser, deixar com que alguém faça de mim tudo isso. Estou desorganizada porque não tenho o que me mantinha em segurança. O meu medo era descobrir que é possível ver o mundo de longe sem as lentes e que eu não tinha miopia alguma. Desapeguei.

Preciso respirar um pouco mais desse oxigênio que eu mesma produzi na minha fotossíntese.

m.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cada linha escrita é dor. Dor convertida em palavras soltas que eu costuro tudo em um só texto. Nada mais que uma colcha de retalhos formada por palavras e dor!
Em pleno calor primaveril que mais se parece com veranil. Aquele que derrete, alucina e causa preguiça. Calor esse que intensificou o calor interno, amenizado pelo som de Jenny & Johnny, que convenhamos, combina perfeitamente com dias quentes e ensolarados.
 A busca incessante em saber o que eu sou, quem eu sou e o que eu pretendo ser daqui pra frente. E perguntando-me constantemente se vou conseguir tudo isso e quando conseguir se vou aguentar o tédio domingal que isso irá causar. Tão surpresa ao descobrir algumas respostas, minunciosamente revelando todas essas informações que antes eram imperceptíveis aos meus olhos, algo como ser cega durante alguns dias e depois voltar a enxergar. O choque foi grande.
Provavelmente eu esteja cobrando demais de mim, talvez seja informação demais para uma só tarde. Eu apenas deveria não pensar tanto. Preciso sentir mais!


 Então eu vou dormir e deixar tudo pra amanhã, como de costume.

m.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Deslocação.

Mudo a decoração do quarto, mudo o caminho, mudo de casa, de cidade, de estado e até mesmo de país. Mudo de nome, de cor de cabelo, de roupa. Começo a frequentar outros lugares. Mudo de amigos, de assuntos, de gostos. E de repente odeio o que eu amava, faço o que antes desaprovava, reavivo o que não mais possuía vida. Mudo tudo de lugar, remexo, arrumo, bagunço. Só para poder arrumar de novo.
Só não deixe que eu mude de ti, por favor.

m.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A bagunça do meu quarto reflete claramente o estado de desordem no qual se encontra a minha vida. E eu estou incomensuravelmente tentado colocar tudo isso em ordem, juntar os pedaços e colar o que foi quebrado. Jogar fora o que não serve mais para o uso, desocupando assim, algumas partes do meu guarda-roupas para dar lugar às coisas novas que depois de um tempo, vou enjoar e desfazer-me delas também.


Poderia eu desfazer-me de mim mesma?

domingo, 7 de outubro de 2012

A semana em que só vesti preto.

Tão inerte ao mundo, pálida, estagnada. Não importando mais nada. De luto por mim mesma, por tudo que morreu aqui dentro.
Talvez eu tenha morrido há muito tempo e esquecido de me enterrar.

m.

sábado, 29 de setembro de 2012

Inverno com cara de verão
Primavera, tão fria estação
Eu e você
Por que não?

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

The opposite dark side

Era a doçura diluindo a minha amargura e eu não sabia. Era o chegar da primavera, mas eu não estava pronta para florescer. Era o tédio da rotina casa/aula/você e eu, mas eu queria quebrar o corriqueiro. Era o "eu te amo" previsível e eu, ah, eu amava o suspiro que a surpresa me proporcionava. Amava o silêncio das coisas não ditas. Odiava o fato de você ser tão decifrável. Sempre tão perto e eu amava a solidão. Era a quentura, mas eu, fria, precisava de frio. Era a praia, a piscina, a cachoeira, ano inteiro em carnaval e eu desejava neve no natal.
Era o oposto, o verso, o inverso, o total contrário, contraposto, invertido, do lado errado. Me parecia desastre, mas era o equilíbrio que faltava em mim.


E eu, eu amava estar no olho do furacão.

m.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Patchwork of dreams

No one needs to understand
What happen when i'm your hand
When we are under your patchwork
Alone, together
Like a big firework
Looking at the constellations
My cold with your warm, fit
Pure fascination...

m.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Vortex

Quarto escuro
Esconde as mágoas
Paredes cegas
Não te vêem chorar
Silêncio profundo
Escuridão densa
Até amanhecer dia claro.

m.


domingo, 16 de setembro de 2012

Ribbon lakes


Papel amassado
Texto não terminado
Noite não dormida
Vento fresco lá fora
 E você
Aqui dentro.

sábado, 15 de setembro de 2012

A hell of a lot you can do.

Primavera se aproxima, tão quente, tão seca, tão triste. Muda a estação, mas no fundo nada muda, nada transforma, nada renasce. Não dá pra renascer o que na verdade nunca morreu.
Só vejo uma mudança: As árvores cheias das florzinhas amarelas. E um tapete amarelo nas ruas da cidade verde. Gosto delas, apesar de ser um tanto quanto irritante quando grudam na sola do meu sapato. No entanto, acho tão bom ter algo que se prende a mim já que ultimamente todos parecem ter desaparecido...


Qual a graça da chegada da primavera se não houve inverno? Inferno.



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Chove, mas você não está aqui. Faz frio, mas não te tenho embaixo do meu cobertor zebrado. Estou vestindo a lingerie que você gosta, mas não estás aqui pra ver. Mas, mas, mas... Até quando?

m.

sábado, 1 de setembro de 2012

Incinerate

E eu que de início não quis ver a vida sendo transformada, tanto não quis me apegar. Pelo menos não naquele momento. Eu que era feita de tantos amores e paixões. E veja só ao que eu me resumi, resumi minha vida e a tua em uma só. Fiz de meus inúmeros amores e paixões todos, sem exceção, por você.
Parei o tempo incontáveis vezes, só para que tudo durasse mais. Fiz as tardes mais quentes do que eram, fiz o frio mais gelado. E aqui dentro tudo tão quente. Escrevi tanta coisa... Ou foi você quem entrou no meu âmago e escreveu por mim? Distorceu tanto as minhas linhas, mais do que já eram distorcidas. Bagunçou tudo.


Você é a distorção em forma de pessoa.


m.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

I'm burnout.








Estou á mercê to tempo
Este que se passa tão lento
E quando ele está do meu lado
Tudo gira tão rápido...

m.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Já é amanhã.

Se você parar para contar as horas certamente irá enlouquecer. Vai perceber o quão rápido o tempo passa e as coisas fogem do seu controle. E você está caindo, profundamente, em um imenso buraco negro.
Quem me dera ser uma Alice e no final disso tudo encontrar um país das maravilhas. Tomar um chá com o chapeleiro maluco, ter a lagarta azul me dando conselhos,  perseguir o coelho branco que está sempre apresado com seu relógio de bolso...
 Talvez o coelho tenha percebido o quanto o tempo é precioso e que o eterno é apenas um segundo. Sempre apressado, como se tivesse mil e um compromissos. E transparece isso para todos que o vêem quando na verdade o que o obriga a contar o tempo minunciosamente é o medo de perder algo que nem tem. E correr, correr, correr para chegar a lugar algum. Ao contrário de Alice que está sempre atrasada, alucinada, perdida.

"Aonde fica a saída?" Perguntou Alice ao gato que ria.
"Depende", respondeu o gato.
"De quê?", replicou Alice;
"Depende de para onde você quer ir..."

E se você não sabe para onde ir, então qualquer caminho é certo.

m.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

You’re truly amidst the tides

Estava em um mar de dúvidas no qual se afogaria pouco a pouco. Não haviam embarcações ou qualquer vestígio de terra por perto. Fraca, não conseguia mais nadar.
Então cedeu, deixou as ondas a levarem pra qualquer lugar. Nunca tivera um rumo certo mesmo, qualquer lugar que chegasse seria um bom motivo para comemorar. Inconsciente, totalmente perdida, instável. Mas encontrara uma saída, um porto qualquer à beira do nada e tão distante de tudo. Por sorte, foi lá que as ondas a levaram, era tudo o que precisava.
E lá estava ele. Desligado e fazendo mil coisas ao mesmo tempo, mas disposto a ajudá-la da melhor maneira possível. E os ventos podiam até mudar de direção, podiam as marés serem altas ou baixas. Podia o mundo se acabar em água em um segundo dilúvio... Mas nada mudaria, seria só ela e ele para sempre.

Em um porto qualquer, á beira do nada.

m.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012


Sou tão eu quando amarrados estamos
Por este fino e frágil fio.
E você é tão você
E nós somos tão nós
Sem nós.

m.

sábado, 21 de julho de 2012

E o que que a vida fez da nossa vida?

Não são 7 meses, 7 semanas ou 7 dias. São 7 anos. Me conhece tão bem e eu também te conheço, muito bem. Quando foi que mudamos? Quando foi que as coisas mudaram entre nós? Não foi de um dia pro outro, mas foi tão imperceptível aos meus olhos tão cegos. Eu deveria ter percebido, sim deveria. E deveria ter feito algo pra mudar, não deveria ter simplesmente fugido disso tudo como sempre faço. Não deveria ter me afastado ou então ter deixado você se afastar.



Mas você me conhece e sabe que se fosse diferente, não seria eu. 

m.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mess up my mess...

O vazio tédio que a sua ausência é capaz de proporcionar. Contentando-me com os breves lapsos de memória, a cama ainda quente, Led Zeppelin tocando e o seu cheiro que continua em mim. A dúvida é se algum dia sairá.
Não é só o cheiro propriamente dito. É toda a teia de lembranças que se formou dentro de mim, costurada minuciosamente nesses poucos encontros.
Ah, e que encontros, todos totalmente inesperados. Sem aviso prévio você entra no meu quarto e bagunça a bagunça já existente. Bagunça que antes era só minha e agora é nossa, tão nossa. Porque se a bagunça fosse só minha, seria solitária e triste demais para eu aguentar.


Bagunçou meu quarto, meus cabelos, minha cama, minhas roupas. E a minha mente.


m.

sábado, 14 de julho de 2012

It doesn't mean a thing to me.

 Essas frases prontas e instantâneas que saem da boca dela, tão alegre, tão simpática, tão sociável. Certamente sóbria não estava.
O batom vermelho impecável e o sorriso por detrás dele, impecável. Tão fácil atuar, nascera já atuando, foi feita para o abrir das cortinas. O difícil mesmo é atuar ela mesma, certamente não fora feita pra esse papel. É vários personagens, cada dia um. Faz a dramática, a romântica, a "foda-se tudo isso", a perdida, a bêbada, a bonita, a tão segura de tudo o que faz.  E por detrás deles, o que há? São tantas máscaras, vai demorar até que caiam todas. E vai doer.
Sabe como machucar as pessoas, sim, sabe bem. Quem poderá acompanhar um ritmo tão inconstante e variável? Nem ela mesma...


Ás vezes dá enjoo de mim, de todo esse clichê que eu sou.

m.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Prestando atenção em todos os detalhes, em todas as entrelinhas e assim te desvendo pouco a pouco. Conhecendo seus antigos amores, as bandas mais desconhecidas que você ouve e até mesmo as suas piras. Piras tão loucas. Quanto as minhas.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

I've felt this before.

Vem aqui, sussurra aquelas palavras no meu ouvido de novo, diga que sou sua. Eu sou sua. Vem, desaparece com a minha solidão. Entenda esse meu pedido tão estranho, tão diferente do que eu costumo ser, tão despido das minhas queridas metáforas.
Eu peço, e peço encarecidamente. Pedido esse que acabou de nascer da carência, mas não é só isso. Não é apenas ocupar meu tempo com algo, são os dragões no estômago de novo. Mas não me incomoda, muito pelo contrário, me faz falta. É como uma droga, só me sinto bem quando te sinto em minhas veias. Quando me percorre lentamente, por inteira.


Crise de abstinência de você.

m.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

M:  Mas acho triste me inspirar em lembranças, sempre acabo ficando mal.
J: Ah, eu basicamente estou sempre mal, então não faz tanta diferença. Mesmo quando estou bem, estou mal, potencialmente, sei lá.
M: Acho que finjo tanto que estou bem, que acabei enganando a mim mesma. Nem bem, nem mal. Defino como estabilidade.
J: A mim, mal sei definir. Mais fácil dizer que estou sempre sentindo tudo.
M: Sentindo de tudo um pouco e que no final acaba se igualando ao não sentir mais nada.
J: Exato! Tudo e nada, sempre e nunca.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Inverno, ah, o inverno. E eu aqui doente, sem poder aproveitar esse clima chuvoso de perto, apenas a olhar pela janela. Presa dentro de casa e presa dentro de mim mesma, estagnei-me.

terça-feira, 12 de junho de 2012

It was like James Dean, for sure.

  Emaranhado de cobertas, foi uma das noites mais frias do ano. A psicodelia causada pelas luzes coloridas, a euforia que tomara conta de nós. Tudo tão inesperado apesar de já subentendido.
  O frio passara, e não somente o frio exterior. Uma quentura úmida e aveludada invadira-me o peito, aos poucos, completamente...
  Um dia, pode ser que eu tenha a capacidade de manter a tal quentura dentro de mim. Isso não quer dizer que eu vá abandonar-te, significa que não serei tão insistente pedindo para que fiques, para que me dê um pouco mais de sua presença, que tire-me dessa profunda solidão que eu sinto constantemente e que aparenta nunca findar-se.

Talvez a carência se dilua em toda essa quentura e não seja tão visível quanto é agora.

m.

domingo, 10 de junho de 2012

Sopa de borboletas.

Não sei ser óbvia, por mais que ás vezes seja. Gostaria de saber dizer o que quero com todas as letras, sem deixar apenas subentendido, sem o uso de tantas metáforas. Eu nasci com essas metáforas presas em meus tecidos nervais, fazendo com que se expressem demasiadamente em minhas frases ditas ou escritas.
Deve haver algo fora do lugar em mim, sou uma mistura de todas as coisas erradas possíveis de se imaginar. Minto, manipulo, finjo, sou profundamente egoísta, bebo, tenho vícios, uso e logo descarto. Estou perto de ser um fracasso e longe de ser uma pessoa interessante.
Sinto falta de algum tipo de sincronia em mim, devo tê-la perdido em alguma das várias esquinas que dobrei, ou tropeçado em alguma pedra e a derrubado. Ou então, deve ter sido afogada dentro de um copo de vinho barato. Que falta faz o continuo e definido desenrolar das coisas...


Seja minha sincronia.

m.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

  A verdade é que eu odeio ser assim, tão, tão, tão problemática! Problemática? Esse seria o adjetivo correto? Eu vivo inventando coisas que não existem, eu complico as coisas mais do que são complicadas. Ou talvez não, talvez sejam realmente complicadas. Ou quem sabe seja eu quem as complica de tal forma.
Sou eu quem procura tudo isso, que entra em labirintos cada vez mais profundos. Como se não me bastassem todos os problemas já existentes continuo sempre a procurar mais, e o pior é que eu sempre encontro.

m.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Alive?


  Finda-se aos poucos o outono mais quente que já vivi.

   Pressinto a próxima estação, pressinto o frio que vem de dentro de mim, agravado pelo frio exterior.
Gostaria de mudar no passo com que as estações mudam, seria uma mudança fácil e não perceptível, mas eu não consigo acertar os passos de nada. Tudo em mim é rápido demais. As coisas ao meu redor não fazem sentido, eu não faço sentido. Creio que me perdi, e dessa vez é pra sempre. 
Voltei a ser o dia nublado que não decide se chove ou não. Voltei a querer estar na chuva sem querer me molhar. Não sei até que ponto tudo isso pode ser saudável. 



   E eu estou falando em todas as línguas que preciso de ajuda, da sua.

m.

domingo, 20 de maio de 2012

It's gonna hit you with a big wave...

  A empolgação que causa aquela estranha sensação já descrita por tantas pessoas... Empolgação, é isso? Eu na verdade não sei dizer o que é, eu não sei lidar com tudo isso que tem acontecido. Eu não sei lidar com essa mistura de certo e errado, não sei lidar com esses meus momentos não lúcidos em que me deixo guiar pela loucura. Ou talvez até saiba, mas não com a mesma destreza com que você sabe lidar. Sempre tão seguro de tudo, sempre tão inerte ao mundo e seus milhares de acontecimentos, enquanto eu aparento estar prestes a vomitar o coração. Não são borboletas que tenho no estômago, são dragões.


Talvez seja só carência... E o clima frio agrava isso.

m.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Mayonaise

  A conexão que é a mesma que ocorre entre o céu, as estrelas, a lua e todo o cosmo. E é como se todos as noites fossem iguais á aquelas raras, em que a luz da lua por si só ilumina qualquer escuridão. Como naquela madrugada em que totalmente embriagados seguimos por uma estradinha em um lugar qualquer e que nenhum de nós sabia onde aquilo ia dar, apenas fomos.
  E na verdade nunca importa pra onde vamos e o quão longe seja, o fundamental é seguirmos a mesma direção sem que o meu olhar desvie do teu.


m.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Entrei na dança, então que seja para dançar e que não saia do ritmo. Nunca.

sábado, 21 de abril de 2012

Festim.

  Só de pensar em me afastar de ti, eu sofro. É triste a despedida, mesmo que haja data marcada para o próximo encontro. E o que você me causa é perfeitamente inenarrável, é a inconstância do Outono, é o frio e ás vezes o calor. Por vezes nem frio, nem calor. Ameno.
  Se não fosse inenarrável, eu daria um jeito de acabar com esses quilômetros de distância, e acabaria com toda a dor. Como quem toma um analgésico para curar uma dor de cabeça.

m.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Só sei dançar com você.


Saudade é algo tão vazio, quase inexistente. Mas se é vazio porque eu sinto tanto? Não se pode sentir o vazio. Saudade é a presença constante, mesmo que imaginária, daquilo que está fora de alcance. É cada lembrança, em cada coisa por mais aleatória que seja. O trecho de uma música, a embalagem do chocolate jogada no chão, a cama ainda quente e bagunçada, cheia da tua presença.
O frio normalmente me basta, porém, não tem mais graça se eu não tiver a tua quentura, porque você é sempre tão quente e eu sempre tão fria. E assim encontramos um equilíbrio, um ponto perfeitamente estável.
E a nossa bagunça só a gente entende. Loucos? Talvez. E talvez existam outros loucos como nós, ou quem sabe ninguém nunca nos compreenderá.

m.

domingo, 8 de abril de 2012

Um Março terrível e tedioso se passou. A minha ausência de tudo também, a vontade de voltar a ser ausente não.

quinta-feira, 22 de março de 2012

I'm back on Suffragette City.


Uma singela mudança de cidade é capaz de mudar tudo. E com ela veio o Outono, a chuva e uma tarde qualquer de Quinta-feira. Não sei se todo o meu esforço em insistir no que eu quero irá surtir efeito. Não sei até mesmo se as pessoas concordam comigo ou me acham apenas uma louca varrida.
E o meu afastamento repentino de tudo e todos, não é a primeira vez. Porém, pela primeira vez é totalmente involuntário, pressupõe-se que este seja o período em que é de suma importância ter alguém por perto, mas não é possível. Por enquanto me agarro ao pouco que posso, pois o que eu estava tão acostumada a ter todos os dias está tão longe. Quem sabe se tudo continuasse igual perdesse a graça com o tempo, ás vezes é preciso interromper algumas coisas no auge para matar a saudade ás vezes, e resgatar o auge em cada encontro e principalmente em cada despedida.

Muda a cidade, muda a estação, muda de clima seco para chuvoso, mudo eu. E apenas continuo com a certeza de que tudo continuará mudando.

m.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

29 de Fevereiro.


Mania de começar mil coisas e nunca terminar nenhuma delas, escrever mil textos pela metade com uma vontade enorme de terminar e nunca conseguir. De que vale uma ponte construída pela metade?Os tic-tacs do relógio andam depressa, já se passaram 4 anos desde o último ano bissexto. E daí? Nada mudou mesmo. Mas gosto de prestar atenção nesses fatos corriqueiros para ocupar a cabeça.O término do horário de verão por exemplo, será que todos se lembraram de atrasar seus relógios em uma hora á meia-noite de sábado passado? Quem não se lembrou de certo teve alguns imprevistos. Com certeza alguém acordou ás 7:30 achando que era 8:30, ou então chegou uma hora mais cedo no almoço de família. Porém, em geral chegar adiantado não causa muitos danos, pode ser até cômico.O grande problema é o atraso, não dá pra voltar e recuperar o tempo perdido. Tem gente que não percebe nunca que a bateria do relógio acabou e quando vai trocá-la, o relógio está velho demais para funcionar.Na essência, o tempo é apenas uma ilusão. Não podemos vê-lo ou senti-lo, ele simplesmente acontece.Adiante ou atrase seu relógio quando for necessário, lembre de trocar a bateria e nunca deixe-o parar.



m.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

You'll remember


- Diga algo sobre mim.
- Algo tipo o que?
- Algo tipo: "Seu nariz é oleoso."
- Gosto do seu All Star encardido, gosto do seu cabelo bagunçado, gosto da sua maneira de querer tudo a sua maneira. Gosto até quando sem sucesso tentas fazer com que eu pense como você. Gosto da reconciliação após a briga. Mas sobretudo, gosto das nossas brigas, elas dão graça a tudo. Elas são o motivo da reconciliação, e após cada briga e cada reconciliação só tenho mais certeza de tudo. Agora você, diga algo sobre mim.
- Tudo tem seu tempo, e agora não é hora de eu dizer o que eu penso sobre você, ou nós.

m.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cuz everyone's afraid.


A beleza inenarrável dos dias chuvosos, essa que me faz querer pegar uma folha qualquer e rabiscar qualquer ideia sem nexo, com a ortografia errada e a letra feia. Desrespeitando pontos, vírgulas, linhas, parágrafos... Para só depois ter o prazer de passar a limpo e ler mil e uma vezes, relembrando aquela sensação única que dias nublados me causam.
A neblina que cobre a copa das árvores não me deixando ver o que existe atrás dela, por mais fina que seja. É preciso calma e paciência para esperar que ela suma completamente.
Tudo bem, não tenho pressa, não preciso saber se o que ela esconde é bom ou ruim, no momento apenas ficar olhando a beleza da neblina me basta. E isso até que é bom.

Que ela demore a passar.

m.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

The world is lazy.


Chegou e eu nem vi chegar. Descobriu tudo ou quase tudo sobre mim, em tão pouco tempo, embora nunca tenha sido invasivo.
Foi o calor que vem nos dias frios, trazido pelos raios de sol, deixando o clima nem frio nem calor demais.
Foi o encontro rápido em uma estação de trem qualquer, naqueles dias de movimento, em que o vai e vem das pessoas não permite que prestemos atenção em tudo. Até que pegamos o mesmo trem e seguimos. Pra qual lugar? Ainda não sei dizer, a estrada parece-me boa. O caminho é grande e temos tempo para percorre-lo.
Vamos percorrer pelos mais longínquos lugares, de todas as maneiras possíveis. Em todas as estações. Eu quero o calor da mesma maneira que eu quero o frio, quero me bronzear com toda essa euforia que a loucura de estar com você tem me causado.

Intenso demais para ser descrito no momento, vou lá viver um pouco mais dessa realidade.


But you and me, we're just crazy.

m.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Shadowplay


O que eu me tornei? Algo que oscila entre o certo e o errado, de certo só o pensamento, de errado a maioria das ações. E eu não sei mais o que eu considero certo ou errado. Eu quebrei todos os meus conceitos, eu fugi das minhas próprias regras, eu me tornei alguém desconhecido para mim mesma.
As pessoas dizem que eu mudei, mas nenhuma delas nunca me conheceu de verdade, ninguém me conhece, essa é a verdade. É preciso ser portador de uma sensibilidade enorme pra isso. Eu não sou a mesma com todo mundo, sou diferente com cada pessoa. E se alguém quiser realmente me conhecer, tem que ser capaz de desvendar essas mil e uma faces. Ter mil e uma faces não significa que eu seja falsa. Apenas acredito que preciso agir de acordo com o que a outra pessoa é.
E aqui no papel é onde eu não tenho nenhum segredo, onde eu sou uma só. No papel eu não preciso manipular nada, não preciso fingir, não preciso omitir. As palavras escritas por mim são as únicas que me conhecem de verdade e graças a caneta eu consigo fazer com que todos vejam isso, mesmo que metaforicamente.


Se eu viesse com manual de instruções, com certeza estaria escrito: "Leia as entrelinhas e entenderá."

m.