terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cuz everyone's afraid.


A beleza inenarrável dos dias chuvosos, essa que me faz querer pegar uma folha qualquer e rabiscar qualquer ideia sem nexo, com a ortografia errada e a letra feia. Desrespeitando pontos, vírgulas, linhas, parágrafos... Para só depois ter o prazer de passar a limpo e ler mil e uma vezes, relembrando aquela sensação única que dias nublados me causam.
A neblina que cobre a copa das árvores não me deixando ver o que existe atrás dela, por mais fina que seja. É preciso calma e paciência para esperar que ela suma completamente.
Tudo bem, não tenho pressa, não preciso saber se o que ela esconde é bom ou ruim, no momento apenas ficar olhando a beleza da neblina me basta. E isso até que é bom.

Que ela demore a passar.

m.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

The world is lazy.


Chegou e eu nem vi chegar. Descobriu tudo ou quase tudo sobre mim, em tão pouco tempo, embora nunca tenha sido invasivo.
Foi o calor que vem nos dias frios, trazido pelos raios de sol, deixando o clima nem frio nem calor demais.
Foi o encontro rápido em uma estação de trem qualquer, naqueles dias de movimento, em que o vai e vem das pessoas não permite que prestemos atenção em tudo. Até que pegamos o mesmo trem e seguimos. Pra qual lugar? Ainda não sei dizer, a estrada parece-me boa. O caminho é grande e temos tempo para percorre-lo.
Vamos percorrer pelos mais longínquos lugares, de todas as maneiras possíveis. Em todas as estações. Eu quero o calor da mesma maneira que eu quero o frio, quero me bronzear com toda essa euforia que a loucura de estar com você tem me causado.

Intenso demais para ser descrito no momento, vou lá viver um pouco mais dessa realidade.


But you and me, we're just crazy.

m.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Shadowplay


O que eu me tornei? Algo que oscila entre o certo e o errado, de certo só o pensamento, de errado a maioria das ações. E eu não sei mais o que eu considero certo ou errado. Eu quebrei todos os meus conceitos, eu fugi das minhas próprias regras, eu me tornei alguém desconhecido para mim mesma.
As pessoas dizem que eu mudei, mas nenhuma delas nunca me conheceu de verdade, ninguém me conhece, essa é a verdade. É preciso ser portador de uma sensibilidade enorme pra isso. Eu não sou a mesma com todo mundo, sou diferente com cada pessoa. E se alguém quiser realmente me conhecer, tem que ser capaz de desvendar essas mil e uma faces. Ter mil e uma faces não significa que eu seja falsa. Apenas acredito que preciso agir de acordo com o que a outra pessoa é.
E aqui no papel é onde eu não tenho nenhum segredo, onde eu sou uma só. No papel eu não preciso manipular nada, não preciso fingir, não preciso omitir. As palavras escritas por mim são as únicas que me conhecem de verdade e graças a caneta eu consigo fazer com que todos vejam isso, mesmo que metaforicamente.


Se eu viesse com manual de instruções, com certeza estaria escrito: "Leia as entrelinhas e entenderá."

m.