sábado, 21 de abril de 2012

Festim.

  Só de pensar em me afastar de ti, eu sofro. É triste a despedida, mesmo que haja data marcada para o próximo encontro. E o que você me causa é perfeitamente inenarrável, é a inconstância do Outono, é o frio e ás vezes o calor. Por vezes nem frio, nem calor. Ameno.
  Se não fosse inenarrável, eu daria um jeito de acabar com esses quilômetros de distância, e acabaria com toda a dor. Como quem toma um analgésico para curar uma dor de cabeça.

m.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Só sei dançar com você.


Saudade é algo tão vazio, quase inexistente. Mas se é vazio porque eu sinto tanto? Não se pode sentir o vazio. Saudade é a presença constante, mesmo que imaginária, daquilo que está fora de alcance. É cada lembrança, em cada coisa por mais aleatória que seja. O trecho de uma música, a embalagem do chocolate jogada no chão, a cama ainda quente e bagunçada, cheia da tua presença.
O frio normalmente me basta, porém, não tem mais graça se eu não tiver a tua quentura, porque você é sempre tão quente e eu sempre tão fria. E assim encontramos um equilíbrio, um ponto perfeitamente estável.
E a nossa bagunça só a gente entende. Loucos? Talvez. E talvez existam outros loucos como nós, ou quem sabe ninguém nunca nos compreenderá.

m.

domingo, 8 de abril de 2012

Um Março terrível e tedioso se passou. A minha ausência de tudo também, a vontade de voltar a ser ausente não.