sábado, 21 de julho de 2012

E o que que a vida fez da nossa vida?

Não são 7 meses, 7 semanas ou 7 dias. São 7 anos. Me conhece tão bem e eu também te conheço, muito bem. Quando foi que mudamos? Quando foi que as coisas mudaram entre nós? Não foi de um dia pro outro, mas foi tão imperceptível aos meus olhos tão cegos. Eu deveria ter percebido, sim deveria. E deveria ter feito algo pra mudar, não deveria ter simplesmente fugido disso tudo como sempre faço. Não deveria ter me afastado ou então ter deixado você se afastar.



Mas você me conhece e sabe que se fosse diferente, não seria eu. 

m.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mess up my mess...

O vazio tédio que a sua ausência é capaz de proporcionar. Contentando-me com os breves lapsos de memória, a cama ainda quente, Led Zeppelin tocando e o seu cheiro que continua em mim. A dúvida é se algum dia sairá.
Não é só o cheiro propriamente dito. É toda a teia de lembranças que se formou dentro de mim, costurada minuciosamente nesses poucos encontros.
Ah, e que encontros, todos totalmente inesperados. Sem aviso prévio você entra no meu quarto e bagunça a bagunça já existente. Bagunça que antes era só minha e agora é nossa, tão nossa. Porque se a bagunça fosse só minha, seria solitária e triste demais para eu aguentar.


Bagunçou meu quarto, meus cabelos, minha cama, minhas roupas. E a minha mente.


m.

sábado, 14 de julho de 2012

It doesn't mean a thing to me.

 Essas frases prontas e instantâneas que saem da boca dela, tão alegre, tão simpática, tão sociável. Certamente sóbria não estava.
O batom vermelho impecável e o sorriso por detrás dele, impecável. Tão fácil atuar, nascera já atuando, foi feita para o abrir das cortinas. O difícil mesmo é atuar ela mesma, certamente não fora feita pra esse papel. É vários personagens, cada dia um. Faz a dramática, a romântica, a "foda-se tudo isso", a perdida, a bêbada, a bonita, a tão segura de tudo o que faz.  E por detrás deles, o que há? São tantas máscaras, vai demorar até que caiam todas. E vai doer.
Sabe como machucar as pessoas, sim, sabe bem. Quem poderá acompanhar um ritmo tão inconstante e variável? Nem ela mesma...


Ás vezes dá enjoo de mim, de todo esse clichê que eu sou.

m.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Prestando atenção em todos os detalhes, em todas as entrelinhas e assim te desvendo pouco a pouco. Conhecendo seus antigos amores, as bandas mais desconhecidas que você ouve e até mesmo as suas piras. Piras tão loucas. Quanto as minhas.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

I've felt this before.

Vem aqui, sussurra aquelas palavras no meu ouvido de novo, diga que sou sua. Eu sou sua. Vem, desaparece com a minha solidão. Entenda esse meu pedido tão estranho, tão diferente do que eu costumo ser, tão despido das minhas queridas metáforas.
Eu peço, e peço encarecidamente. Pedido esse que acabou de nascer da carência, mas não é só isso. Não é apenas ocupar meu tempo com algo, são os dragões no estômago de novo. Mas não me incomoda, muito pelo contrário, me faz falta. É como uma droga, só me sinto bem quando te sinto em minhas veias. Quando me percorre lentamente, por inteira.


Crise de abstinência de você.

m.