quarta-feira, 29 de agosto de 2012

I'm burnout.








Estou á mercê to tempo
Este que se passa tão lento
E quando ele está do meu lado
Tudo gira tão rápido...

m.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Já é amanhã.

Se você parar para contar as horas certamente irá enlouquecer. Vai perceber o quão rápido o tempo passa e as coisas fogem do seu controle. E você está caindo, profundamente, em um imenso buraco negro.
Quem me dera ser uma Alice e no final disso tudo encontrar um país das maravilhas. Tomar um chá com o chapeleiro maluco, ter a lagarta azul me dando conselhos,  perseguir o coelho branco que está sempre apresado com seu relógio de bolso...
 Talvez o coelho tenha percebido o quanto o tempo é precioso e que o eterno é apenas um segundo. Sempre apressado, como se tivesse mil e um compromissos. E transparece isso para todos que o vêem quando na verdade o que o obriga a contar o tempo minunciosamente é o medo de perder algo que nem tem. E correr, correr, correr para chegar a lugar algum. Ao contrário de Alice que está sempre atrasada, alucinada, perdida.

"Aonde fica a saída?" Perguntou Alice ao gato que ria.
"Depende", respondeu o gato.
"De quê?", replicou Alice;
"Depende de para onde você quer ir..."

E se você não sabe para onde ir, então qualquer caminho é certo.

m.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

You’re truly amidst the tides

Estava em um mar de dúvidas no qual se afogaria pouco a pouco. Não haviam embarcações ou qualquer vestígio de terra por perto. Fraca, não conseguia mais nadar.
Então cedeu, deixou as ondas a levarem pra qualquer lugar. Nunca tivera um rumo certo mesmo, qualquer lugar que chegasse seria um bom motivo para comemorar. Inconsciente, totalmente perdida, instável. Mas encontrara uma saída, um porto qualquer à beira do nada e tão distante de tudo. Por sorte, foi lá que as ondas a levaram, era tudo o que precisava.
E lá estava ele. Desligado e fazendo mil coisas ao mesmo tempo, mas disposto a ajudá-la da melhor maneira possível. E os ventos podiam até mudar de direção, podiam as marés serem altas ou baixas. Podia o mundo se acabar em água em um segundo dilúvio... Mas nada mudaria, seria só ela e ele para sempre.

Em um porto qualquer, á beira do nada.

m.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012


Sou tão eu quando amarrados estamos
Por este fino e frágil fio.
E você é tão você
E nós somos tão nós
Sem nós.

m.