segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cada linha escrita é dor. Dor convertida em palavras soltas que eu costuro tudo em um só texto. Nada mais que uma colcha de retalhos formada por palavras e dor!
Em pleno calor primaveril que mais se parece com veranil. Aquele que derrete, alucina e causa preguiça. Calor esse que intensificou o calor interno, amenizado pelo som de Jenny & Johnny, que convenhamos, combina perfeitamente com dias quentes e ensolarados.
 A busca incessante em saber o que eu sou, quem eu sou e o que eu pretendo ser daqui pra frente. E perguntando-me constantemente se vou conseguir tudo isso e quando conseguir se vou aguentar o tédio domingal que isso irá causar. Tão surpresa ao descobrir algumas respostas, minunciosamente revelando todas essas informações que antes eram imperceptíveis aos meus olhos, algo como ser cega durante alguns dias e depois voltar a enxergar. O choque foi grande.
Provavelmente eu esteja cobrando demais de mim, talvez seja informação demais para uma só tarde. Eu apenas deveria não pensar tanto. Preciso sentir mais!


 Então eu vou dormir e deixar tudo pra amanhã, como de costume.

m.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Deslocação.

Mudo a decoração do quarto, mudo o caminho, mudo de casa, de cidade, de estado e até mesmo de país. Mudo de nome, de cor de cabelo, de roupa. Começo a frequentar outros lugares. Mudo de amigos, de assuntos, de gostos. E de repente odeio o que eu amava, faço o que antes desaprovava, reavivo o que não mais possuía vida. Mudo tudo de lugar, remexo, arrumo, bagunço. Só para poder arrumar de novo.
Só não deixe que eu mude de ti, por favor.

m.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A bagunça do meu quarto reflete claramente o estado de desordem no qual se encontra a minha vida. E eu estou incomensuravelmente tentado colocar tudo isso em ordem, juntar os pedaços e colar o que foi quebrado. Jogar fora o que não serve mais para o uso, desocupando assim, algumas partes do meu guarda-roupas para dar lugar às coisas novas que depois de um tempo, vou enjoar e desfazer-me delas também.


Poderia eu desfazer-me de mim mesma?

domingo, 7 de outubro de 2012

A semana em que só vesti preto.

Tão inerte ao mundo, pálida, estagnada. Não importando mais nada. De luto por mim mesma, por tudo que morreu aqui dentro.
Talvez eu tenha morrido há muito tempo e esquecido de me enterrar.

m.