terça-feira, 27 de novembro de 2012

Escrita automática.

Transformar-te em um texto rabiscado, com ortografia errada, não respeitando parágrafos ou linhas. Cheio das minhas metáforas indecifráveis. Inverter o começo, meio e fim. Apagar o fim, reviver mil vezes o começo, continuar para sempre no meio. No ápice do sentir.
Queria transformar-te em um texto só para apagar-te da minha cabeça quando eu bem entendesse.

m.

sábado, 24 de novembro de 2012

Apocalypse Dreams

Cidade sem graça
Gente sem graça
Vida sem graça
Nada é de graça.

E eu:
Perdi a graça. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Forever, your little owl


E até mesmo da ausência
Fazer a tua presença
O sono é tão pouco
Desabo
Em um choro doce e rouco
Aceito a ideia de que tudo isso
É apenas louco.

m.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Trying to be a better person.

Novembro começou chuvoso, nublado e com um friozinho agradável. Estou em pleno tédio da aula que antecede o tédio que será o feriado. Dentro de mim a carência agravada pelo frio, congelada, estagnada. Estagnei meus movimentos e me aprisionei em uma gaiola invisível, algo como se eu tivesse cortado minhas próprias asas. Tudo para que eu possa me sentir segura longe desse mundo exterior, longe dessas pessoas, longe de tudo que não foi minunciosamente planejado por mim.
Queria poder dizer-te o quanto sinto que tudo está desorganizado, queria explicar essa desorganização e depois ter ajuda para dissolver a bagunça. Queria dar-te um pequeno pedaço disso, para que pudesse transformar em uma coisa boa, como sempre fizeste. Queria que fizeste de mim uma coisa boa. Pudera eu ser um pedaço bom de seja-lá-o-que-for.
Pudera eu, autônoma do jeito que almejo ser, deixar com que alguém faça de mim tudo isso. Estou desorganizada porque não tenho o que me mantinha em segurança. O meu medo era descobrir que é possível ver o mundo de longe sem as lentes e que eu não tinha miopia alguma. Desapeguei.

Preciso respirar um pouco mais desse oxigênio que eu mesma produzi na minha fotossíntese.

m.