sábado, 28 de dezembro de 2013

21:45 pergunto:
Que horas são?
Passaram-se dois séculos.
Repito a mesma pergunta
Mas no relógio ainda são 21:46.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Última semana de primavera

Hoje é terça, quarta ou quinta?
Perdi a noção do tempo há tanto tempo...
Dias em que o sol demora demais para se pôr
Indiscutivelmente são sempre os piores
No jardim florido a primavera morre
Sufocada com o forte calor vindo do céu
E não há chuva de verão que a traga de volta.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Deveria ter sido publicado há tempos.

Em minha memória, tão boa memória, te guardei por tanto tempo, bom tempo. Percebi que aquele lugar quentinho e escondido deixou de ser seguro, há tempos. Te expulsei. Assim espero que expulse-me da sua também boa memória. Não sejamos amigos, não aguentaríamos. Nem mesmo contatos de qualquer rede social. Não me dirija a palavra quando compartilharmos do mesmo local e dos mesmos amigos. Voltaremos a ser desconhecidos, desfaremos o mal que um causou ao outro. Voltaremos a aquele domingo cuja estação já não me lembro e não nos dirijamos a palavra, nem um oi. Não, não me chame pra dançar naquele domingo, não ouse perguntar meu nome ou elogiar minha roupa. Privaremo-nos das boas memórias daqueles incríveis infindáveis fins de tarde ao som de qualquer  Dream Pop ou Shoegaze. Esqueçamos que um dia quisemos que aquilo nunca acabasse. Tudo acaba. E nós acabamos a muito tempo. Passe muito bem, meu bem.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Dezembro chegou acompanhado desse sentimento de que estou ficando velha e antiquada. Há alguns anos não costumava ser assim. Dezembro já foi acompanhado da ansiedade de ser adulta logo, de receber presentes, de festejar. E há 4,5,6 anos atrás eu esperava ser alguém melhor do que eu sou agora no auto dos meus dezoito quase dezenove. Inferno astral eu desacreditava na existência. Pois agora, veja só, vivo o auge do mais insuportável.
Fim de ano é confuso e difícil de lidar. Esse ano foi angustiante e fantástico ao mesmo tempo. Uma mistura de qualquer bebida de forte teor alcoólico com groselha. É doce sendo amargo e te deixa embriagado, que é o que importa. Ninguém vai ligar pro gosto se for pra tirar uma pira, ninguém vai ligar pro que aconteceu no ano inteiro se no fim a família toda estiver reunida trocando presentes no natal.
Mas meu estômago não aguenta mais nem mesmo as mais doces bebidas e eu nunca ganhei presente de natal, o que ganho é um presente que vale por aniversário e natal. E é só mais um item da série motivos pelos quais odeio fazer aniversário em Dezembro.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ausência de vento

Não me deixe assim, solta, ao vento
Não quero fazer da libertina solidão
Meu alento
Ou desatinar na noite clara
Insone, quente e nada úmida.

Solidão, essa, bem conheço
Na verdade é desalento
Gostar dela é quase um medo
Mas no fundo te mereço.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Que tudo se ajeite rapidinho
E que os dias bons
Sejam devagarinho
Que o carinho seja infinito
Que a trilha sonora seja Jesus and Mary Chain
Nos dias ensolarados e preguiçosos
And
Let me take you in my summer dream.

domingo, 17 de novembro de 2013

Você está sozinha. Nunca esteve tão sozinha. É domingo e está nublado. Todos os afazeres foram terminados. Ouve a música da vizinha do térreo, sempre Rita Lee. Pensa nos malditos costumes que não estão em um livro, mas que te foram impostos desde sempre. É tão triste passar um domingo sozinha. Há um ritual em que ninguém passa  domingo sozinho. Domingo é dia de ver todos aqueles parentes e comer macarronada.
Então eu não vou almoçar pra não dizer que almocei sozinha no domingo.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Seu cheiro em mim
Tatuagem na pele
Rabisco invisível
Nó que não prende
Nem me deixa ir embora.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

De felicidade meus dias são feitos
E feliz eu vou vivendo sempre,
a todo momento
Até topar o dedinho naquela quina
Esquecida
Empoeirada
Envelhecida
Das minhas mais profundas memórias.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Go on, go on. Just walk away.

Minha maior inimiga sempre será a minha boa memória. Eu nunca superarei as coisas que aconteceram comigo, porque eu sempre vou lembrar e isso fode. Eu ainda lembro do primeiro garoto que eu gostei e que disse pra sala toda que me achava a menina mais feia da sala.
Eu vou lembrar que eu sempre era a última a ser chamada para o time de qualquer coisa nas aulas de Educação Física. Vou lembrar de todos os meus animais queridos que morreram envenenados por algum vizinho sem coração e eu tenho tanta raiva disso que eu poderia matar a família toda se eu soubesse quem são.

Quanto mais os anos passam, mais desesperador fica. Eu lembro de todas as datas que um dia foram importantes e hoje ninguém, além de mim, se lembra. Primeiro encontro com fulaninho, pedido de namoro, primeira flor roubada que ganhei... O tempo passa e traz consigo mais coisas para lembrar.

E existem as coisas grandes que eu amei muito mais do que aqueles beijos suaves ao ver o pôr-do-sol de um dia ensolarado, porém fresco. Eu lembro do perfume daquele dia. Eu lembro que eu amei verdadeiramente a companhia. Amei, passado. Acho bonito demais lembrar. Mas algumas coisas eu gostaria de ter de volta, coisas que eram boas demais e foram arruinadas. Por mim, por fulano, pelo tempo, pelo momento, pela distância. Não importa. Só se foram e serão esquecidas, mas eu não esqueço. Eu amo cada vez que lembro, embora algumas vezes sinta raiva. Fico revivendo inconscientemente, apagando o que não deu certo e provando o que seria se não fosse só lembrança.

É dolorido lembrar de cada detalhe e ver que eu continuo a mesma, repetindo os mesmos engôdos. O cenário é diferente, a situação também. Mas a intensidade com que sinto tudo isso ainda é a mesma.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Plic, plic, plic
Cai a chuva fresca e leve
Plic, plic, plic
O cheiro de terra molhada sobe ao quarto andar
Plic, plic, plic
Minha alma úmida transborda em onomatopeia muda.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A vida te fode e não te dá nem um beijinho.
Nem antes
Nem depois.

Muito menos diz que te ama.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Memórias do Outono passado

Apareceu-me de repente
Quase susto e em impulso
Deixei ser consumida pela tua ternura
Aqueceu-me como um cardigã
No anoitecer quase frio de Outono
E causa em mim friozinho na barriga
Até mesmo na mais ensolarada tarde.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Se queres saber de mim
Vai ter que ser assim
Ler nas entrelinhas
Decodificar minhas metáforas
Milimetricamente com uma régua precisa
Que meça desde a profundidade dos meus olhos
Até a frequência da minha voz.

Tens que saber que
Tenho mais rascunhos do que textos publicados
Falo tanto, mas omito ainda mais
Me desespero, por tantas vezes, por tão pouco
Fujo pra longe, quase sempre
Mas não precisa tanto procurar
Se quiseres me encontrar


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Reticência infinita.

Dessa garrafa cheia de tristeza
Beberei até quase me embriagar
Encherei-me de lágrimas que não caem
Lentamente...
Inundarão meu corpo, minha mente

O gosto é agridoce
Quase azedo, quase amargo
Um pouco de tudo, mas é nada
Nem céu, nem inferno
É limbo e purgatório

Já tentei tanto explicar
Cansei de ver ninguém se importar
É melhor dizer que é apenas TPM
É bobagem, puro drama
E logo vai passar
(...)



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Minha infância breve e solitária tem estado muito presente em meus pensamentos. Muitas vezes me pego pensando nos amigos que nunca permiti chegarem tão perto, as brincadeiras na rua que nunca quis participar, as muitas vezes em que eu brinquei de Barbie sozinha... Sempre apreciei tanto a solidão assim como aprecio o sabor de tangerina azeda com sal. Não foi uma escolha me fechar dentro de uma abóbada de cristal. Ou talvez foi. Mas nunca tive essa noção.
Sempre senti que estava a frente das pessoas da minha idade e ainda sinto. Sou uma velha de noventa anos que cheira a naftalina, toma chá com bolinhos e vive em uma casa com sete gatos.

Hoje apenas sofro por ser a mesma criança que odeia emprestar os brinquedos.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Abro o Facebook pela manhã e só vejo notícia de morte
Me pergunto se "quem morre é quem vai ou quem fica?"
Enquanto há lembrança, há vida, certamente
Quem morreu vive dentro de quem lembra com carinho
E certamente morrer é uma sorte
Viver no lugar mais quentinho do mundo
No fundo do âmago do amado, pra sempre.

Hoje de manhã quem morreu foi eu.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Egocentrismo.

Não seria eu se não achasse que sempre tem alguém conspirando contra mim
Não seria eu se não lamentasse toda vez que visse um animal abandonado
Não seria eu se não parasse tudo só para olhar a chuva pela janela
Não seria eu se não me irritasse tanto quando não é do meu jeito
Não seria eu se não demorasse horas para decidir o que vestir
Não seria eu se não fizesse drama por pouca coisa
Não seria eu se não chorasse em todos os filmes
Não seria eu se não fizesse manha ao acordar
Não seria eu se ficasse feliz com o calor


Não seria eu se mudasse.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Angsty

Terça-feira quente e seca. O mais infernal e insolúvel calor apoderava-se da sala de aula. A aula era de política, não tinha como ser pior, era insuportável. Minhas cutículas descascavam por causa daquela secura quente e eu insistia em puxar até ver começar a sangrar. A atenção era perdida em qualquer coisa que me levasse para longe daquela sala de aula tão quente, tão angustiante, tão chato (e eu sempre achei que a faculdade nunca seria chata, sempre achei que depois que saísse do colégio as aulas seriam divertidas).
Desviava os pensamentos em o que queria comer na próxima refeição, onde teria que ir após a aula, quem iria ver, qual seria a minha trilha sonora. Com certeza Best Coast.

O calor não me deixa fazer nada direito. Desvia toda a minha atenção de qualquer coisa. Eu sempre vou parar tudo que estiver fazendo só para pensar "que puta calor está fazendo hoje!". O calor no fundo é a minha desculpa para o ócio, para não fazer nada só porque está calor demais para isso, calor demais para viver. Tudo o que eu queria fazer aquele dia era ir a um show do Best Coast na Califórnia ou vestir um biquíni vintage e óculos em formato de coração vermelho para tomar sol no jardim.


Mas a Califórnia fica tão longe e eu se quer tenho um jardim em meu pequeno apartamento.

sábado, 17 de agosto de 2013

O seu All Star vermelho não combina mais
Com o meu branco que encardiu
Diminuiu
E não serve mais.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Delta Aquarídeas

Afastados da cidade barulhenta e exageradamente iluminada
Sob o céu de inverno limpo e ameno de chuva de meteoros
Madrugada de domingo quase fria e você sempre estava tão quente
Eu respirava tão rápido e minhas mãos estavam frias como sempre.

Agora a galáxia era a nossa enorme casa
E nós poderíamos explorar constelações, planetas, supernovas...
Seria só eu, você e o universo conspirando a nosso favor.

Naquele momento eu poderia pedir qualquer coisa para a estrela-cadente
O mais certo foi pedir pra que aquele momento nunca, nunca, nunca
Findasse.





sábado, 20 de julho de 2013

Intrínseco.

Abri a janela só pra ver o sol iluminar você
Silenciei teu bom dia com um beijo
Um riso azul e sincero ao fundo dos teus olhos
Junto com um mistério escuro e instigante 
Fecho os olhos e viajo em um universo de sensações
Desvendo teus mistérios em sonho ou pesadelo 
Não digo nada. 
No fundo o que meus olhos dizem
É que todo dia e desde o primeiro dia
Temos a mais perfeita sintonia. 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

I just want to tell you, that i always missed you.

Férias de inverno, hora de passar um tempo na casa dos pais. Duas malas enormes para passar duas semanas. Essa sou eu: o exagero em forma humana. Por mais que eu quase esvazie meu guarda-roupas, pegue mais pares de sapatos do que meu número de pés multiplicados por 13 e encha a mala com tantos acessórios que seria preciso pelo menos 6 meses para usar todos; há sempre a impressão de estar esquecendo algo.

Reviro, remexo, desarrumo, arrumo de novo. "O que será que estou esquecendo? Minha touca será útil, lá sempre faz mais frio que aqui. E é claro, não posso esquecer minha inseparável câmera!". Fecho a mala. E o pensamento volta inquietando-me novamente. Talvez eu esteja esquecendo algo maior e mais quente. E que provavelmente não vai caber nas minhas malas. No fundo sempre levo um monte de tranqueiras que só servem para fazer volume, um grande e vazio volume.

Esqueci do teu abraço quente me vestindo na manhã fria. Os teus cabelos levemente ondulados caindo sobre teus olhos quase verdes. Os teus beijos umedecendo-me por completa. Dos teus pés esfregando os meus na tentativa de esquentá-los. Meus pés ficarão tão gelados nas próximas duas semanas...  Pudera eu pegar uma caixinha e encher com todas as coisas bonitas que já fizeste e já dissestes pra mim e levar pra todo canto que eu for.


Preciso de uma mala que caiba você.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Solstício tardio de inverno.

Prendo a respiração até quase me asfixiar
Ouço a chuva, sinto o cheiro de mofo
Vasculho o estojo
Encontro o lápis e em impulso
Expulso tudo na folha branca
Expiro.
Ainda chove, ainda cheira a mofo
Porém em paz agora
Respiro.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Some time alone, alone.

Monotonia e chuva. É o primeiro dia da minha estação favorita. Hora de desempoeirar os casacos mais quentes para aquecer os dias que estão por vir. Faz 13ºC e chove muito, meus livros estão mofando e eu também. Almejei tanto as férias e agora não suporto o tédio que ela trouxe aos meus dias. Se pelo menos não estivesse chovendo tanto...
Eu poderia sair para fotografar algo além do meu quarto. Nos últimos dias fotografei cada pedacinho dele em mil maneiras diferentes. Eu criei ao menos uns 50 looks diferentes com todas as roupas do meu pequeno guarda-roupas, eu atualizei todos os dias os meus tantos perfis em tantas redes sociais. Eu dancei sozinha todas as músicas dançáveis. Eu terminei de assistir todas as séries que não tinha terminado. E os filmes também. Tudo acabou, menos o tédio. 

Acho que nunca precisei tanto de um emprego. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Good times for a change.

O protesto que acontece lá fora é ainda maior aqui dentro. É hora da revolução começar e tenho que me preparar.  Está chegando o inverno e logo a primavera, vejo a profunda necessidade de aprender a florescer.
Que nesse inverno eu aprenda a ser uma pessoa melhor, transparecendo apenas o melhor de mim, livrando-me de todo o mau que tanto me assombra e me afasta das pessoas, que eu deixe de ser tão sádica....
 Sádica, palavra essa que foi usada como forma de me adjetivar hoje, um adjetivo que certamente não surte um efeito positivo ao ser ouvido quando é dirigido a você. Entretanto, não causou-me espanto, causou-me algo ruim em perceber que a pessoa do outro lado estava certa. Foi um choque de realidade, ver-se no espelho limpo antes embaçado. É bom estar limpo, mas a limpeza dói. As manchas que ficam doem ainda mais. É preciso limpá-las aos poucos, calmamente. Ainda há tempo.
Tenho o inverno todo até chegar a primavera e finalmente poder florescer...

terça-feira, 28 de maio de 2013

Vinte e 1 dias sem escrever.

Enferrujadíssima. Ocupada com o tédio rotineiro que a faculdade é capaz de proporcionar. Dividida entre tantas coisas procurando um jeito de conciliar tudo. E é claro, sempre vai aparecer um novo amor quando tudo está bagunçado, para bagunçar ainda mais. Sem problemas, sempre adorei estar estar no olho do furacão.
O problema está em dias em que é difícil conviver com a rotina ou simplesmente evitá-la. O acordar/escovar os dentes/lavar o rosto/tomar café da manhã observando a chuva/escrever sobre a chuva/ir pra aula debaixo da chuva/voltar debaixo da chuva/ficar embaixo das cobertas assistindo filme e tomando chá/dormir ouvindo o barulho da chuva.
Deu pra perceber que está chovendo há dias e eu estou odiando isso. Pressinto uma nova crise, os sinais me apontam isso. Eu vou surtar. A chuva não está me fazendo bem, eu não quero mais me molhar.
É bom estar tão ocupada com todas as coisas do mundo e ao mesmo tempo, assim não dá (nem se eu tentar com muita força) pra pensar no ontem. Tive torcicolo propositalmente para assim me privar de olhar pra trás. Não quero ver os meus erros e pensar que posso estar fazendo tudo igual, tudo de novo.

Sagitariana que não acredita em horóscopo, entretanto não nega o fato de a impulsividade ser sua maior característica. Impulsiva, dramática e exagerada. Just me.

"Sou só uma garota ferrada tentando encontrar minha paz de espírito."


Constância na inconstância.

Quando estou perto, quero manter distância
Então vou pra longe, mas procuro estar junto.
É sempre essa mesma constância
De ser tão inconstante.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

As all things must surely have to end

 Lembrar nada mais é que tentar reviver o que um dia marcou e inventar outros desfechos, planejar no âmago minunciosamente os detalhes, cada pedacinho de segundo que poderia ser ainda mais bonito. Quando a gente lembra de algo que gostamos automaticamente vemos a lembrança mais bonita, vemos como queremos e só por isso é tão bom lembrar.
 Semanas passaram e a estação intermediária entre calor e frio, mais fria do que quente resolveu dar o ar da graça, eu então ao ter esse ar geladinho adentrando pelas narinas e invadindo-me aos poucos percebi o quanto é bom viver algo real ao invés do imaginário e enquanto as árvores se despedem das suas folhas eu me despeço do que eu fui há algum tempo atrás.
É só perdendo as folhas que a árvore vai poder florescer na primavera. E antes de estar pronta para a primavera é preciso passar pelo inverno, correndo o risco de não sobreviver. Sem folhas, fraca, quase morta. Nada é fácil. Mas é preciso ter as raízes bem firmes no chão e aguardar a primavera para assim ter novas folhas e flores perfumadas.

Mas será que florescer é fácil?

Totalidade sintomática

Alojou-se no meu peito
Do lado esquerdo
E talvez até no direito.

De todo jeito.

sábado, 4 de maio de 2013

Maio.

Percebi você em mim
Quando percebi você
Em cada palavra que escrevo.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Trying, i'm really trying.

Mesmo que por impulso eu te expulse
Fica
Convença-me de que sou louca
E faça com que de ideia eu mude.

Depois da chuva, sempre a calmaria
E se eu sou furacão
Seja você dia ensolarado na piscina. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Síntese.

Ainda que vazia seja a tua ausência
E que eu chore cada vez que pensar nisso
Em paz está meu coração comigo mesma
Tenho em mim a tese de que os dias negros passarão
Na mesma medida que você permanecerá
De tristezas e amores meus dias serão
Até que você volte e acabe com  essa alternância
E que eu não mais precise viver essa eterna antítese
De amor e distância.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

http://www.youtube.com/watch?v=_0t-gh2ptTM&feature=youtu.be

Falo tão pouco
Que é pra te livrar do meu romantismo
Barato e clichê.

Me calo quase sempre
Que é para dar mais espaço
Para você adivinhar os meus pensamentos
E dizer exatamente o que quero ouvir.

Adoro o timbre da sua voz
E esse eterno frenesi
Que sempre suas palavras
Causam em mim.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Não sei se foi a chuva ou a sua companhia,
Não sei se foi o brilho do sol durante dias
Ou a ausência dele nessa manhã de outono
Esverdeou-me os pensamentos como há tempos
Eu não via ou sentia.


quinta-feira, 28 de março de 2013

Ripped jeans to shorts

Sempre tive um medo danado dessa coisa chamada solidão. Sempre acreditei que a pior companhia que eu poderia ter seria a minha mesma. Então me abriguei nos braços de tantas pessoas e me apeguei tanto a essa ideia de pertencer a alguém, essa ideia de companhia, qualquer companhia, só para não me sentir sozinha, só para não me perder na vasta imensidão que há dentro do meu eu. E eu descobri que é tão melhor me perder na imensidão de outras pessoas, outros sabores, outros lugares. A imensidão alheia é bem melhor que a minha. Os problemas alheios são mais fáceis de resolver. Tantas vezes me perdi, em tantas pessoas. E gostei tanto disso, foi divertido aventurar-me no desconhecido e acabar, na maioria das vezes, em um beco sem saída.
Mas eu então te encontrei num desses becos sem saída. Não. Na verdade foi você que me encontrou e me reencontrou, me descobriu, me reinventou de todas as maneiras possíveis. Em ti me encontrei e continuo me encontrando todos os dias. Sempre de uma maneira diferente. É você! O dono de tal proeza jamais alcançada antes. Dissolveu o mistério que assombrava-me, tirou-me o medo que eu tinha de mim mesma. E todos os dias faz com que isso seja uma coisa boa.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Welcome again, autumn.

Eu que fui feita apenas para as aparências bonitas, deixei transparecer meu lado mais obscuro, o que estava guardadinho em um quartinho escondido, que era pra ninguém ver. E eu te feri com isso, eu destruí tudo de bonito que você havia construído sobre mim e para mim. Mas ao ferir-te eu feri a mim mesma e está doendo como nunca doeu. Porém, prefiro que doa em mim do que doa em você. Eu queria pegar tudo de ruim que causei e guardar de novo naquele quartinho escondido e apagar as coisas ruins da sua memória. Queria conviver com essas coisas ruins guardadas dentro de mim, para não ferir mais ninguém.

Se eu pudesse eu destruía o mundo e o construía de novo somente com coisas que você gosta. 

domingo, 17 de março de 2013

Nearly green eyes

Perca um pouco do seu tempo comigo
Nem que seja pra dizer
O quão desajustada eu sou
E que juízo sempre me faltou.

Diga que sou louca e descontrolada
Mas que não sabe viver sem mim.
Diz que veio para ficar
E dissolver o nosso fim.

Diga que se perde na minha ausência
E só se encontra quando tem minha presença
E que mesmo louca como sou
Te causo o que ninguém nunca causou.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Oi, aqui tá frio e eu não tenho ninguém
Aqui tá sombrio e eu vejo alguém
É você que surgiu do nada
Sem fazer barulho
Quando eu menos esperava.
Você veio de repente e entrou em meu mundo
Foi em ti que eu voltei a desejar o amor 
Foi pra ti que eu comecei a fazer a minha vida 
Ter um pouco mais de cor.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Hurricane

Chegou como uma tempestade
Arrasando por onde passava
Arrancando árvores, derrubando casas
Causando grande destruição
Porém, tão pouco durou
Acho que foi só chuva de verão

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

You've been chosen as an extra in the movie adaptation of the sequel to your life.

Te guardei dentro de um potinho
E cuidei até quando deu
Aos poucos eu te sufoquei
E o que era nosso se desfez

Então fotografei cada pedacinho seu
Guardei em um álbum escondido
No âmago das minhas lembranças
Fiz de ti uma parte bonita de mim
Para assim manter a esperança
De que eu e você
Seremos nós outra vez


domingo, 17 de fevereiro de 2013

A felicidade em acordar e ver que está nublado. Inenarrável! 
É como se tudo fosse poesia, como se as nuvens estivessem carregadas com as palavras que não digo. E logo começa a cair uma chuva fina e gelada molhando os guarda-chuvas coloridos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Carta de saudade.

Por vezes penso em não mais falar contigo, atravessar a rua quando te encontrar, evitar os lugares que você frequenta e até mesmo mudar de cidade, de estado ou país.
Pudera eu, mesmo estando em outra galáxia, não mais pensar em ti. Pudera não me derreter todas as vezes em que ouço aquelas nossas músicas. Ou ainda, vestida com aquele vestido florido que tanto lhe agradava, não imaginar você me puxando pela cintura, beijando-me de surpresa e dizendo o quanto amava me ver dentro daquele vestido. Ainda dói lembrar de tudo isso, então eu choro e eu escrevo. Por mais que doa, eu não quero esquecer toda essa teia de lembranças minunciosamente tecida por nós, doeria muito mais não ter vivido tudo isso.
Há dias em que o tempo nublado faz com que eu não queira continuar, mas então me lembro disso tudo e eu continuo. Continuo porque um dia você disse para eu continuar, mesmo sem você e é o que estou fazendo. As lembranças, no fundo, são o meu combustível para isso. E eu amo tudo que você proporcionou em mim.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


Não sou magra de ruim
A verdadeira dieta para a magreza é:
Tristeza.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Vá embora da minha vida para sempre...
...desde que amanhã apareça de volta na minha porta,
bem cedo.