terça-feira, 28 de maio de 2013

Vinte e 1 dias sem escrever.

Enferrujadíssima. Ocupada com o tédio rotineiro que a faculdade é capaz de proporcionar. Dividida entre tantas coisas procurando um jeito de conciliar tudo. E é claro, sempre vai aparecer um novo amor quando tudo está bagunçado, para bagunçar ainda mais. Sem problemas, sempre adorei estar estar no olho do furacão.
O problema está em dias em que é difícil conviver com a rotina ou simplesmente evitá-la. O acordar/escovar os dentes/lavar o rosto/tomar café da manhã observando a chuva/escrever sobre a chuva/ir pra aula debaixo da chuva/voltar debaixo da chuva/ficar embaixo das cobertas assistindo filme e tomando chá/dormir ouvindo o barulho da chuva.
Deu pra perceber que está chovendo há dias e eu estou odiando isso. Pressinto uma nova crise, os sinais me apontam isso. Eu vou surtar. A chuva não está me fazendo bem, eu não quero mais me molhar.
É bom estar tão ocupada com todas as coisas do mundo e ao mesmo tempo, assim não dá (nem se eu tentar com muita força) pra pensar no ontem. Tive torcicolo propositalmente para assim me privar de olhar pra trás. Não quero ver os meus erros e pensar que posso estar fazendo tudo igual, tudo de novo.

Sagitariana que não acredita em horóscopo, entretanto não nega o fato de a impulsividade ser sua maior característica. Impulsiva, dramática e exagerada. Just me.

"Sou só uma garota ferrada tentando encontrar minha paz de espírito."


Constância na inconstância.

Quando estou perto, quero manter distância
Então vou pra longe, mas procuro estar junto.
É sempre essa mesma constância
De ser tão inconstante.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

As all things must surely have to end

 Lembrar nada mais é que tentar reviver o que um dia marcou e inventar outros desfechos, planejar no âmago minunciosamente os detalhes, cada pedacinho de segundo que poderia ser ainda mais bonito. Quando a gente lembra de algo que gostamos automaticamente vemos a lembrança mais bonita, vemos como queremos e só por isso é tão bom lembrar.
 Semanas passaram e a estação intermediária entre calor e frio, mais fria do que quente resolveu dar o ar da graça, eu então ao ter esse ar geladinho adentrando pelas narinas e invadindo-me aos poucos percebi o quanto é bom viver algo real ao invés do imaginário e enquanto as árvores se despedem das suas folhas eu me despeço do que eu fui há algum tempo atrás.
É só perdendo as folhas que a árvore vai poder florescer na primavera. E antes de estar pronta para a primavera é preciso passar pelo inverno, correndo o risco de não sobreviver. Sem folhas, fraca, quase morta. Nada é fácil. Mas é preciso ter as raízes bem firmes no chão e aguardar a primavera para assim ter novas folhas e flores perfumadas.

Mas será que florescer é fácil?

Totalidade sintomática

Alojou-se no meu peito
Do lado esquerdo
E talvez até no direito.

De todo jeito.

sábado, 4 de maio de 2013

Maio.

Percebi você em mim
Quando percebi você
Em cada palavra que escrevo.