quinta-feira, 9 de maio de 2013

As all things must surely have to end

 Lembrar nada mais é que tentar reviver o que um dia marcou e inventar outros desfechos, planejar no âmago minunciosamente os detalhes, cada pedacinho de segundo que poderia ser ainda mais bonito. Quando a gente lembra de algo que gostamos automaticamente vemos a lembrança mais bonita, vemos como queremos e só por isso é tão bom lembrar.
 Semanas passaram e a estação intermediária entre calor e frio, mais fria do que quente resolveu dar o ar da graça, eu então ao ter esse ar geladinho adentrando pelas narinas e invadindo-me aos poucos percebi o quanto é bom viver algo real ao invés do imaginário e enquanto as árvores se despedem das suas folhas eu me despeço do que eu fui há algum tempo atrás.
É só perdendo as folhas que a árvore vai poder florescer na primavera. E antes de estar pronta para a primavera é preciso passar pelo inverno, correndo o risco de não sobreviver. Sem folhas, fraca, quase morta. Nada é fácil. Mas é preciso ter as raízes bem firmes no chão e aguardar a primavera para assim ter novas folhas e flores perfumadas.

Mas será que florescer é fácil?

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