quinta-feira, 27 de junho de 2013

I just want to tell you, that i always missed you.

Férias de inverno, hora de passar um tempo na casa dos pais. Duas malas enormes para passar duas semanas. Essa sou eu: o exagero em forma humana. Por mais que eu quase esvazie meu guarda-roupas, pegue mais pares de sapatos do que meu número de pés multiplicados por 13 e encha a mala com tantos acessórios que seria preciso pelo menos 6 meses para usar todos; há sempre a impressão de estar esquecendo algo.

Reviro, remexo, desarrumo, arrumo de novo. "O que será que estou esquecendo? Minha touca será útil, lá sempre faz mais frio que aqui. E é claro, não posso esquecer minha inseparável câmera!". Fecho a mala. E o pensamento volta inquietando-me novamente. Talvez eu esteja esquecendo algo maior e mais quente. E que provavelmente não vai caber nas minhas malas. No fundo sempre levo um monte de tranqueiras que só servem para fazer volume, um grande e vazio volume.

Esqueci do teu abraço quente me vestindo na manhã fria. Os teus cabelos levemente ondulados caindo sobre teus olhos quase verdes. Os teus beijos umedecendo-me por completa. Dos teus pés esfregando os meus na tentativa de esquentá-los. Meus pés ficarão tão gelados nas próximas duas semanas...  Pudera eu pegar uma caixinha e encher com todas as coisas bonitas que já fizeste e já dissestes pra mim e levar pra todo canto que eu for.


Preciso de uma mala que caiba você.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Solstício tardio de inverno.

Prendo a respiração até quase me asfixiar
Ouço a chuva, sinto o cheiro de mofo
Vasculho o estojo
Encontro o lápis e em impulso
Expulso tudo na folha branca
Expiro.
Ainda chove, ainda cheira a mofo
Porém em paz agora
Respiro.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Some time alone, alone.

Monotonia e chuva. É o primeiro dia da minha estação favorita. Hora de desempoeirar os casacos mais quentes para aquecer os dias que estão por vir. Faz 13ºC e chove muito, meus livros estão mofando e eu também. Almejei tanto as férias e agora não suporto o tédio que ela trouxe aos meus dias. Se pelo menos não estivesse chovendo tanto...
Eu poderia sair para fotografar algo além do meu quarto. Nos últimos dias fotografei cada pedacinho dele em mil maneiras diferentes. Eu criei ao menos uns 50 looks diferentes com todas as roupas do meu pequeno guarda-roupas, eu atualizei todos os dias os meus tantos perfis em tantas redes sociais. Eu dancei sozinha todas as músicas dançáveis. Eu terminei de assistir todas as séries que não tinha terminado. E os filmes também. Tudo acabou, menos o tédio. 

Acho que nunca precisei tanto de um emprego. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Good times for a change.

O protesto que acontece lá fora é ainda maior aqui dentro. É hora da revolução começar e tenho que me preparar.  Está chegando o inverno e logo a primavera, vejo a profunda necessidade de aprender a florescer.
Que nesse inverno eu aprenda a ser uma pessoa melhor, transparecendo apenas o melhor de mim, livrando-me de todo o mau que tanto me assombra e me afasta das pessoas, que eu deixe de ser tão sádica....
 Sádica, palavra essa que foi usada como forma de me adjetivar hoje, um adjetivo que certamente não surte um efeito positivo ao ser ouvido quando é dirigido a você. Entretanto, não causou-me espanto, causou-me algo ruim em perceber que a pessoa do outro lado estava certa. Foi um choque de realidade, ver-se no espelho limpo antes embaçado. É bom estar limpo, mas a limpeza dói. As manchas que ficam doem ainda mais. É preciso limpá-las aos poucos, calmamente. Ainda há tempo.
Tenho o inverno todo até chegar a primavera e finalmente poder florescer...