segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Quem liga se tudo soa como instrumento desafinado
Guarda-roupas lotado e todo bagunçado
O apartamento não limpo há dias
Memória cheia e garrafa vazia
Um tropeço ou dois
Só fecho a porta
Giro a chave

Fui embora.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

 Eu tenho tanta coisa entalada pra te dizer. Nada é pouco vindo de mim, você conhece a minha intensidade. Você sabe bem a hipérbole megalomaníaca que sou e lida bem com isso. Acostumou-se com as repetidas vezes que cortei as suas frases porque tenho uma necessidade enorme de falar e falar e falar. E quando não falo eu escrevo e escrevo e escrevo. As cartas que te escrevi certamente são o suficiente para um livro. Um livro de drama adolescente para ser lido ao som de Best Coast. Minha intensidade me machuca.
Eu atropelei tudo que pude para chegar aqui, não respeitei os sinais e pago a penalidade por querer viver tudo, ser tudo e tudo ao mesmo tempo. Eu quero chegar ao infinito. Quero ser infinita ao seu lado. O problema é: você está pronto pra ser tão intenso quanto eu?