quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Apática, procuro palavras no teclado sujo. Minha melancolia não me deixa levantar da cama há dias. Quantos já passaram? Eu perdi as contas semana passada. Encontro refúgio em qualquer droga, em qualquer migalha do que parece ser amor. Eu sinto tanto frio, embora lá fora brilhe o sol. Enquanto isso, na eternidade  daqui de dentro, duas blusas de nada adiantam. A falta de sol é cruel comigo, porém nada me tenta a sair e enfrentar o que há lá fora.

Eu não como, eu não durmo, eu nem mais escrevo. Os médicos dizem que preciso de mais vitamina D, um passeio no parque e alguns medicamentos. Eu não vivo há tanto tempo.

Quando forem me enterrar só não se esqueçam das flores em tons pastéis.


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